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Entretanto, presidente interino da legenda diz que o sistema tem de ser adotado somente para as eleições de 2022, e não para o ano que vem

Presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati se reuniu nesta quinta-feira com dirigentes do partido
Divulgação/PSDB
Presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati se reuniu nesta quinta-feira com dirigentes do partido

Presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE), afirmou nesta quinta-feira (24) que o parlamentarismo é a “bandeira oficial” dos tucanos. Entretanto, ele adverte que o sistema não deveria ser adotado para as eleições de 2018, por não ser “solução para a crise”. Na opinião dele, o modelo político teria de ser implementado somente a partir do pleito nacional do ano de 2022.

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A declaração do senador foi dada hoje após uma reunião do presidente do partido com os responsáveis pelos 27 diretórios regionais do PSDB em todo o País. O encontro entre os dirigentes tucanos foi realizado em Brasília.

Apesar de já ter defendido publicamente a saída dos tucanos da base de apoio ao governo Michel Temer – posição que também foi adotada por outros nomes da legenda –, Tasso negou que o partido esteja dividido. “O que temos são apenas divergências. E continuaremos tendo porque não somos um partido de pensamento único. Não precisamos selar paz onde não há guerra”, disse ao fim do encontro.

O descontentamento de alguns tucanos com a permanência na base do governo ficou evidente desde o vazamento de gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, com o presidente Michel Temer , e também com o senador Aécio Neves, que se licenciou da presidência da agremiação para atuar em sua defesa.

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A insatisfação com a situação ficou ainda maior após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ter denunciado Temer pelo crime de corrupção passiva. Aécio também foi denunciado por corrupção e obstrução da Justiça.

Possível retorno de Aécio

Tasso Jereissati disse não ter conhecimento sobre um suposto pedido feito pelo presidente Michel Temer ao senador Aécio Neves (MG), para que o parlamentar mineiro retornasse à presidência do partido, posição que hoje é ocupada interinamente por Tasso.

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“Só ouvi falar disso, mas imagino que isso não tenha importância para o PSDB. E não acredito que o Aécio participaria de uma discussão dessas”, disse Tasso. Aécio se licenciou da presidência do partido após ter sido flagrado em uma gravação – também feita por Joesley Batista – na qual combinava o recebimento de R$ 2 milhões, posteriormente entregues a Frederico Pacheco, primo de Aécio.


* Com informações da Agência Brasil

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