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Advogado ainda afirma que denúncia é uma coleção de erros jurídicos; Procuradores acusam o ex-ministro peemedebista por obstrução de Justiça

Ex-ministro Geddel Vieira Lima foi citado por delator como um dos principais intermediários de interesses da Odebrecht no mundo político
Agência Brasil
Ex-ministro Geddel Vieira Lima foi citado por delator como um dos principais intermediários de interesses da Odebrecht no mundo político

Para a defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) a acusação apresentada nesta quarta-feira (16) pelo Ministério Público Federal (MPF)  contra ele é “inepta e imprestável”. A denúncia contra o peemedebista é por obstrução de Justiça por tentar atrapalhar as investigações das operações Cui Bono e Sépsis.

O advogado do ex-ministro, Gamil Föppel, afirmou, em nota, que a acusação é uma “coleção invulgar de erros jurídicos, de gritante fragilidade, desafia o direito e o próprio bom senso”. O defensor também argumenta que a denúncia vai contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 1º Região, que rejeitou a ocorrência de ilicitude sobre as ligações telefônicas que Geddel havia feito para a esposa do doleiro Lúcio Funaro, Raquel Pitta.

Perícia realizada pela Polícia Federal no aparelho celular de Raquel identificou 17 contatos telefônicos com Geddel num período de apenas 19 dias. Destas ligações, 16 foram realizadas pelo ex-ministro.

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De acordo com procuradores responsáveis pelo caso, a atitude do ex-ministro teve intensão de intimidar Funaro, que atualmente está negociando acordo de delação premiada com o MPF , para não colaborar com as investigações. “É preciso ressaltar que nem o senhor Lúcio Funaro, nem sua esposa, em momento algum, afirmaram terem sido ameaçados ou intimidados por Geddel Vieira Lima”, escreveu a defesa.

Improbidade administrativa

O MPF também protocolou ao juízo da 5º Vara Federal Civil do Distrito Federal uma ação civil pública por improbidade administrativa. A acusação é referente ao caso em que Geddel, quando ainda era ministro da Secretaria de Governo, teria pressionado o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, para agir a seu favor e atuasse para a liberação da construção de um edifício em Salvador. Para o advogado do ex-ministro, a acusação não poderá provar o “inexistente ato ilícito”.

“Chega a ser incoerente a acusação, até pela evidente impossibilidade de se exercer qualquer ingerência sobre alguém com mesma posição hierárquica no âmbito da Administração Pública”, diz a defesa, sustentando que Geddel jamais exerceu pressão contra quem quer que fosse.

Confira a íntegra da denúncia contra Geddel Vieira Lima:


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*Com informações da Agência Brasil