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Defesa do senador havia solicitado adiamento da sessão por causa do afastamento de dois ministros da Segunda Turma, que estão viajando

Senador Fernando Collor é acusado de ter cometido os crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro
Roque de Sá/Agência Senado - 7.8.2017
Senador Fernando Collor é acusado de ter cometido os crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro

O ministro Edson Fachin, relator das ações penais decorrentes da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu manter para esta terça-feira (15) o julgamento da denúncia apresentada no ano passado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTC-AL).

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Dependendo do resultado do julgamento na Corte nesta terça-feira, Collor poderá se tornar réu nas investigações da Operação Lava Jato pelos crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão do ministro ainda não foi divulgada.

O julgamento da denúncia contra o ex-presidente já estava marcado para amanhã. Entretanto, foi feito um pedido pela defesa do senador para que a sessão fosse remarcada em razão de duas ausências previstas na Segunda Turma – responsável pelo caso – nesta terça-feira. Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli estão em viagens oficiais.

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Com isso, o julgamento será realizado com três integrantes, motivo pelo qual os advogados do senador alegaram que haveria prejuízos na votação se não houvesse quórum completo na Segunda Turma e pediram adiamento. O pedido foi rejeitado por Fachin, que argumentou que não há fundamentação legal na solicitação feita pela defesa do político.

Acusação

A PGR acusa o parlamentar pelo estado de Alagoas de ter recebido R$ 29 milhões em propina pela suposta influência na BR Distribuidora. De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, além do ex-presidente, estão envolvidos no suposto esquema a mulher do senador, Caroline, e outros acusados, que atuavam como “operadores particulares” e “testas de ferro” no recebimento dos valores ilícitos.

A denúncia apresentada pela PGR ao STF afirma que o senador comprou carros de luxo com o dinheiro da suposta propina recebida no esquema. Entre os veículos estão um Lamborghini, avaliado em aproximadamente R$ 3,2 milhões; uma Ferrari (R$ 1,4 milhão), um Bentley, e duas Land Rover. Em julho de 2015, os carros de luxo foram apreendidos na residência particular do senador em Brasília, conhecida como Casa da Dinda.

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Desde o surgimento das denúncias de corrupção , o senador Fernando Collor nega recebimento de propina. Segundo o parlamentar, as acusações feitas contra ele são ilações e generalidades de delatores.


* Com informações da Agência Brasil