Conselho prorroga atuação da força-tarefa do MPF na Lava Jato por um ano

Grupo de 14 procuradores liderado por Deltan Dallagnol ganhou mais tempo para conduzir investigações; decisão anunciada nesta terça-feira ameniza impacto do desmanche da força-tarefa da Polícia Federal na Lava Jato
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 14.11.16
Procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de procuradores que atuam na Operação Lava Jato

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMP) decidiu nesta terça-feira (1º) prorrogar por um ano os trabalhos da força-tarefa de procuradores que atuam nas investigações da Operação Lava Jato . Com a medida, a atual estrutura de 14 procuradores será mantida pelo menos por mais um ano no braço da procuradoria em Curitiba.

Coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol, a força-tarefa da Lava Jato foi criada em 2014 por determinação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na época, apenas seis procuradores passaram a investigar os crimes envolvendo agentes públicos, empresários e a Petrobras, o que mais tarde viria se revelar o maior esquema de corrupção já descoberto no País.

Foram abertos desde então 1.700 procedimentos de investigação e cumpridos 844 mandados de busca e apreensão, 210 de conduções coercitivas e 104 prisões temporárias. De acordo com os dados atualizados da PGR , até o momento, um total de 157 investigados foram condenados. As penas somam 1.563 anos de prisão. Por meio dos acordos de delação premiada foram recuperados R$ 10,3 bilhões desviados dos cofres públicos.

A prorrogação dos trabalhos do MPF na Lava Jato ameniza o impacto do desmanche da força-tarefa da Polícia Federal que atuava nas investigações. A missão foi repassada à Delecor (Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas) do Paraná.

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Orçamento

Na semana passada, o Conselho Superior do Ministério Público Federal já havia decidido triplicar a proposta inicial de orçamento do ano que vem para a força-tarefa  da operação na capital do Paraná. O valor disponível para custear diárias e passagens aéreas dos procuradores saltou de R$ 522 mil para R$ 1,65 milhão.

O Conselho precisou retirar verbas de outras áreas do MPF para readequar o orçamento do grupo que atua na capital do Paraná. Desse modo, foram reduzidos o orçamento para concursos e o reajuste dos valores de diárias.

A ampliação dos recursos disponíveis para o grupo de procuradores da Lava Jato em 2018 foi aprovada por unanimidade pelos 11 conselheiros do CSMP. A medida atende à necessidade percebida já neste ano, quando o orçamento previsto para a força-tarefa de Curitiba era de R$ 501 mil e acabou sendo ampliado para R$ 1,2 milhão. A maior parte dos recursos é empregada no custeio de diária e passagens aéreas para procuradores e servidores do MPF.

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*Com informações da Agência Brasil

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