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Assim como o PMDB, partido decidiu ir contra a acusação da Procuradoria-Geral da República, pois “carece de consistência jurídica” e provas

O deputado Marcos Montes (MG) é o líder do Partido Social Democrata, e comunicou a decisão do PSD
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O deputado Marcos Montes (MG) é o líder do Partido Social Democrata, e comunicou a decisão do PSD

A bancada do PSD na Câmara dos Deputados se encontrou nesta quarta-feira (12) para decidir como iria votar na denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No fim, o partido optou por seguir o PMDB e votar pela não admissibilidade da acusação.

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De acordo com os deputados do PSD que participaram da reunião, a denúncia “carece de consistência jurídica” e de provas. A bancada defende a permanência de Temer na presidência da República, em prol da continuidade à “evolução da economia brasileira”. O partido conta com dez representantes na comissão, que está debatendo hoje o assunto.

PMDB

Mais cedo, o PMDB também determinou que todos os deputados filiados à sigla votem contra o prosseguimento da denúncia contra o atual presidente, que está sendo acusado por corrupção passiva pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A decisão foi tomada por unanimidade durante a reunião da Executiva Nacional do partido, que aconteceu nesta manhã, na Câmara dos Deputados, convocada na última terça-feira (11), como uma das estratégias do governo para impedir que os filiados ao partido acompanhem o voto do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que se posicionou a favor do prosseguimento da denúncia contra o presidente em exercício.

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Como os deputados fizeram pedido de vista, o início da discussão foi adiado para hoje, depois de cumprido o prazo de realização de duas sessões do plenário. A reunião deve se estender ao longo de todo o dia. Em acordo firmado com lideranças da oposição e da base do governo, o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-RJ), ampliou o tempo de debate da denúncia.

Punição

O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR) já informou que os deputados que não seguirem as orientações do partido poderão ter suas funções partidárias suspensas por 90 dias .  Além disso, esses parlamentares também ficarão sujeitos a responder por processos no Conselho de Ética do partido.

O deputado Darcísio Perondi concordou que é preciso derrubar a denúncia "que faz mal ao país e à política brasileira". "Os deputados que não acompanharem a decisão do partido terão penalidades, que começará com suspensão de suas atividades partidárias, por exemplo, se é membro de comissão ou presidente do partido no estado, que perderá essas posições. O partido está unido e mostrará isso na CCJ amanhã e no plenário na sexta”, declarou Perondi.

*Com informações da Agência Brasil

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