Michel Temer diz que "acredita plenamente" na lealdade de Rodrigo Maia

Deputado é o próximo na linha sucessória do Palácio do Planalto e assume a Presidência da República em caso de afastamento do peemedebista

Em caso de afastamento de Michel Temer (PMDB), deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) irá assumir a Presidência
Foto: Lula Marques/Agência PT - 14.9.2016
Em caso de afastamento de Michel Temer (PMDB), deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) irá assumir a Presidência

O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou nesta sexta-feira (7) que acredita na lealdade do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O deputado é o próximo na linha sucessória do Planalto e pode assumir a Presidência da República em caso de afastamento do peemedebista.

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"Acredito plenamente. Ele só me dá provas de lealdade, o tempo todo", disse Michel Temer ao ser questionado por jornalistas em Hamburgo, na Alemanha, onde participa da Cúpula do G20, que reúne líderes das 20 maiores economias do mundo.

Mais cedo, Rodrigo Maia disse, em sua conta na rede social Twitter, que é preciso “ter muita tranquilidade e prudência neste momento”. A manifestação do deputado foi feita após a imprensa ter noticiado que Maia tem ganhado força nos bastidores para substituir Temer na Presidência. Em entrevista em Buenos Aires, onde cumpre agenda oficial, Maia manifestou sua lealdade, e a de seu partido com o presidente.

Sobre a declaração dada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) em um encontro com investidores, de que o governo deve durar somente mais 15 dias, Temer respondeu: "Vamos esperar 15 dias, não é verdade? Acho que foi força de expressão, nada mais. Às vezes as pessoas se entusiasmam um pouco, foi simplesmente força de expressão, nada mais do que isso", disse.

Base aliada

Questionado se estaria preocupado com o apoio da base aliada no Congresso, o presidente disse que há "zero" de preocupação. "Zero, zero de preocupação. O PSDB tem quatro ministérios, os ministros todos estão muito tranquilos, exercendo as suas funções. Ainda agora me ligaram todos um pouco, digamos assim, dando explicações, dizendo que esta fala do senador Tasso, não foi ele quem falou? O senador Tasso não condiz com aquilo que pensa a maioria do PSDB, acho que não há esse problema", afirmou, em referência à declaração do presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE), que disse que o país está caminhando para a ingovernabilidade.

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Em relação aos impactos de uma possível delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha, Temer respondeu: "Zero" e encerrou a entrevista.

G20

Sobre a cúpula do G20, Michel Temer destacou que o Brasil foi um dos primeiros países a reiterar o apoio ao Acordo de Paris. "Falamos do que estamos fazendo, aliás, aumentamos uma verba para a fiscalização para evitar o desmatamento", afirmou.  O presidente também afirmou que "não existe crise econômica" no País.


* Com informações da Agência Brasil