Tamanho do texto

Mais irônico que a comparação é o fato de que as desculpas do ministro foram direcionadas à empresa fictícia trambiqueira: "não queria ofender"

Gilmar Mendes:
Rosinei Coutinho/SCO/STF - 13.9.2016
Gilmar Mendes: "o Brasil se transformou em uma grande Organização Tabajara", empresa fictícia do Casseta & Planeta

Após comparar o Brasil às Organizações Tabajara, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, publicou mensagem no Twitter, na noite desta segunda-feira (29), para pedir desculpas pela comparação. O irônico é que as desculpas foram direcionadas às Organizações, as quais ele diz que "não queria ofender".

Leia também: Serraglio rejeita convite de Temer para chefiar CGU e tira foro de Rocha Loures

A comparação que viralizou na internet durante essa madrugada e ganhou fôlego nas redes sociais, na manhã desta terça (30) com o cômico pedido de desculpas, foi feita por Gilmar Mendes em um discurso em São Paulo, nesta segunda, em que ele afirmou que "o Brasil parece que se transformou numa grande Organização Tabajara".

Tabajara era uma empresa fictícia criada pelos humoristas do antigo programa Casseta & Planeta, exibido pela TV Globo, que lançava produtos exóticos e de utilidade duvidosa.

As desculpas do ministro vieram em decorrência de uma publicação do humorista Helio de la Peña, ex-casseta, que fez um protesto jocoso, no Twitter, contra a comparação.

"As Organizações Tabajara protestam contra comparações chulas e fantasiosas. Nossos advogados serão acionados".

O que ninguém esperava era que o ministro entrasse na brincadeira, ainda mais, tomando as 'dores' do lado humorístico da comparação, e não do lado da nação brasileira.

Afinal, logo em seguida, Gilmar publicou "me desculpem as Organizações Tabajara, não queria ofender".

Por volta das 12h desta terça, a resposta do ministro já havia sido replicada por mais de 2,8 mil usuários da rede social e recebeu mais de 4 curtidas.

'Não cabe ao TSE' resolver a crise

Ainda nesta segunda, o presidente do TSE disse que "não cabe à Corte resolver a crise política" no País . A declaração faz referência ao julgamento da chapa Dilma-Temer, que será retomado pelo tribunal na próxima terça-feira (6).

"Não cabe ao TSE resolver crise política. O Tribunal não é instrumento para solução de crise política. O julgamento será jurídico e judicial. Então não venham para o tribunal dizer 'ah, vocês devem resolver uma crise que nós criamos'. Resolvam as suas crises", disse Gilmar, que participou de um congresso da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).

O presidente do TSE também rechaçou especulações acerca de pedidos de vista, instrumento que prolonga a duração do julgamento, para eventualmente favorecer o presidente Michel Temer.

Leia também: TSE marca retomada do julgamento de Dilma e Temer para 6 de junho

"É um processo complexo. Só o relatório do ministro Herman Benjamin tem mais de mil páginas. Isso exige de todos nós muito esforço. Se houver pedido de vista, é algo absolutamente normal. Ninguém fará por combinação com este ou aquele intuito", disse Gilmar Mendes.

    Leia tudo sobre:
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.