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Em nota, procuradores rebateram afirmação de defensor do ex-presidente que alegou que não teve acesso prévio a documento usado em interrogatório

Procuarador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de procuradores que atuam na Operação Lava Jato
Fernando Frazão/Agência Brasil - 7.7.16
Procuarador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de procuradores que atuam na Operação Lava Jato

A força-tarefa de procuradores que atuam na Operação Lava Jato em Curitiba divulgou nota na tarde desta quinta-feira (11) rebatendo informação prestada pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva logo após o depoimento do petitsta ao juiz Sérgio Moro , ocorrido ontem na capital paranaense.

De acordo com os integrantes do Ministério Público Federal responsáveis pelas denúncias da Lava Jato, os advogados de Lula  afirmaram que foi utilizada no interrogatório realizado nesta quinta-feira uma ata de reunião de diretoria da Petrobras à qual a defesa do ex-presidente não teve acesso.

A informação, alegam os procuradores, é falsa, uma vez que o documento está disponível no processo desde setembro do ano passado, quando foi oferecida a acusação criminal à Justiça. "Isso pode ser verificado por qualquer pessoa", esclarece a nota.

O grupo liderado pelo procurador Deltan Dallagnol também faz menção no texto a "muitas contradições" verificadas no interrogatório de Lula, mas os procuradores afirmam que se "manifestarão oportunamente" sobre esses assuntos,

"Quanto às muitas contradições verificadas no interrogatório do ex-presidente Lula, à imputação de atos à sua falecida esposa, à confissão de sua relação com pessoas condenadas pela corrupção na Petrobras e à ausência de explicação sobre documentos encontrados em sua residência, o Ministério Público Federal se manifestará oportunamente, no processo, especialmente nas alegações finais", escrevem os procuradores.

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Defesa de Lula

Os advogados que representam o ex-presidente na ação penal na qual ele e mais seis pessoas são acusados de praticar crimes envolvendo a compra e reforma de um tríplex no Guarujá disseram ontem que Lula está sendo julgado por razões políticas.

"Meu cliente demonstrou claro a sua inocência e mostrou também que não teve conhecimento e nunca participou de qualquer ato ilícito relacionado à Petrobras", afirmou o advogado Cristiano Zanin Martins, que reclamou das atitudes do juiz Moro, que teria feito perguntas que fugiram ao tema da audiência. "Ficou claro também que o ex-presidente está sendo julgado não pelo tríplex do Guarujá e sim por sua passagem pela Presidência da República", disse.

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