Lava Jato faz buscas em escritório de advogado ligado a Renan Calheiros

Mandados são cumpridos pela Polícia Federal e membros do Ministério Público a partir de informações do acordo de delação de Sergio Machado

A Polícia Federal, em parceria com a Procuradoria-Geral da República, deflagrou na manhã desta sexta-feira (28) a Operação Satélites 2, que cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pelo relator da Operação Lava Jato, ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. O principal alvo é o advogado Bruno Mendes, ligado ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL). 

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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado - 1.12.16
Renan Calheiros é alvo de nova fase da Lava Jato; escritório do advogado do senador teve buscas da PF

A operação realizada no escritório do advogado de Renan Calheiros foi deflagrada a partir de informações do acordo de delação premiada de Sergio Machado (ex-presidente da Transpetro). Segundo nota divulgada pela PF, o objetivo das buscas e apreensões autorizadas pelo ministro Edson Fachin é coletar provas de crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, entre outros, em investigações relacionadas a desvio de recursos na Transpetro.

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De acordo com a delação de Sergio Machado, Bruno Mendes participou de conversa gravada onde também estava o senador e o ex-ministro da Transparência Fabiano Silveira. Na ocasião, eles se queixaram da Justiça e da Lava Jato.

Bruno Mendes também foi citado na deleção de Ricardo Pessoa, dono da UTC. O empresário afirma que o advogado operava o recebimento de propina ligada a Usina Angra 3. Segundo Pessoa, ele mesmo doou R$ 1,5 milhão para a campanha de Renan Filho.

Ao todo, dez mandados estão sendo cumpridos no Distrito Federal (4), em São Paulo (2), Alagoas (2), Sergipe (1) e no Rio Grande do Norte (1).

Satélites

Deflagrada no dia 21 de março deste ano, a Operação Satélites cumpriu 14 mandados de buscas em quatro estados e no Distrito Federal tendo como alvo pessoas ligadas aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Humberto Costa (PT-PE), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Valdir Raupp (PMDB-RO). O nome faz referência ao fato de que os principais alvos da operação são ligados a pessoas com prerrogativas de foro privilegiado.

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*Com Agência Brasil

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