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Deputado José Guimarães (PT-CE), irmão de José Genoino, é acusado de ter recebido propina no valor de R$ 97,7 mil; parlamentar nega irregularidades

Segundo denúncia apresentada por Rodrigo Janot, Guimarães (foto) recebeu propina no valor de R$ 97,7 mil
Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados - 10.8.2016
Segundo denúncia apresentada por Rodrigo Janot, Guimarães (foto) recebeu propina no valor de R$ 97,7 mil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou denúncia contra o deputado federal José Guimarães (PT-CE) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.  Segundo a acusação denúncia, o parlamentar recebeu R$ 97,7 mil em propina para pagar despesas pessoais com um escritório de advocacia e uma gráfica que trabalharam em sua campanha. O relator da denúncia é o ministro Edson Fachin. O petista é líder da minoria na Câmara e irmão do ex-presidente do PT José Genoino.

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A denúncia apresentada por Janot dá conta de que, do valor total recebido pelo deputado, R$ 30 mil consistiam em vantagens indevidas para favorecer a empreiteira Engevix em um contrato de crédito com o Banco do Nordeste, avaliado em R$ 260 milhões, para construção de usinas eólicas na Bahia.

"O panorama probatório coletado demonstra robustamente o recebimento doloso de vantagem indevida pelo deputado federal José Guimarães, mediante o pagamento de dívidas pessoais por terceiros", assegura a Procuradoria.

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A PGR argumenta ainda que "a propina foi recebida em razão da atuação do parlamentar perante a presidência do Banco do Nordeste do Brasil , de sua indicação e sustentação política, para viabilizar a concessão de financiamento de acordo com os interesses da empresa Engevix".

Outro lado

Guimarães, que também foi líder do governo Dilma Rousseff na Câmara, negou ter intermediado negociação junto ao Banco do Nordeste do Brasil e de ter recebido dinheiro da Engevix. “Quero reiterar, conforme venho afirmando desde o surgimento deste assunto, que jamais intermediei junto ao Banco do Nordeste do Brasil [BNB] quaisquer recursos para a empresa Engevix, nem pratiquei ato de natureza imprópria junto a qualquer instituição. Tenho a consciência tranquila de que nunca me beneficiei de recurso público, razão pela qual manifesto meu repúdio a todas as acusações”, disse, por meio de nota.

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O petista disse ainda que mantém diálogo com várias instituições e atende a diversos interlocutores de todas as esferas. “Como deputado , mantenho diálogo com inúmeras instituições públicas, bem como atendimentos a diversos interlocutores de todas as esferas, conforme se pode acompanhar diariamente pela minha agenda, amplamente repercutida nas redes sociais e na própria imprensa. Prestei contas de todas as minhas despesas de campanha, que foram devidamente registradas e aprovadas”, disse em outro trecho da nota, divulgada após Janot ter apresentado a denúncia contra ele.


* Com informações da Agência Brasil

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