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Grupo teve envolvimento no pagamento de vantagens indevidas a partir do contrato da Petrobras com Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral foi denunciado pela força-tarefa da Lava Jato
Valter Campanato Arquivo/Agência Brasil
O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral foi denunciado pela força-tarefa da Lava Jato

O ex-governador do estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) foi denunciado, nesta sexta-feira (16), na Operação Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Sérgio Cabral foi denunciado com mais seis pessoas. O grupo teve envolvimento no pagamento de vantagens indevidas a partir do contrato da Petrobras com o Consórcio Terraplanagem Comperj, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão.

Nesta quarta-feira (14), a Polícia Federal havia indiciado Cabral, que está preso em Curitiba, pelos mesmos crimes. Segundo a Procuradoria da República, no Paraná, o peemedebista teria recebido pelo menos R$ 2,7 milhões em propinas da empreiteira Andrade Gutierrez, entre 2007 e 2011. Na denúncia, a força-tarefa da Lava-Jato pede o ressarcimento do valor em prol da Petrobras.

Também foram indiciados o ex-secretário do governo Wilson Carlos, e Carlos Miranda, apontado como um dos operadores do esquema de propinas supostamente liderado por Cabral em seus dois mandatos (2007 – 2014).

Os dois foram denunciados nesta sexta também por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, também está na lista.

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Segundo a denúncia, Sérgio Cabral, Wilson Carlos, Carlos Miranda e Adriana Ancelmo receberam o dinheiro em três parcelas. A primeira teria sido paga em outubro de 2008 e as demais em março de 2009. 

Prisão de Cabral

Sérgio Cabral foi preso no dia 17 de novembro, sob a acusação de receber mais de R$ 220 milhões em propinas para fechar contratos públicos com empreiteiras e construtoras. Ele foi levado para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Sérgio Cabral foi preso no dia 17 de novembro, sob a acusação de receber mais de R$ 220 milhões em propinas
Twitter/Reprodução
Sérgio Cabral foi preso no dia 17 de novembro, sob a acusação de receber mais de R$ 220 milhões em propinas

Mas o Ministério Público recebeu denúncias de que ele estava sendo favorecido com regalias e visitas excessivas na prisão  e pediu sua transferência para a Polícia Federal, em Curitiba, para onde Cabral foi levado no último sábado.

A esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, que foi presa preventivamente na terça-feira (6), continua no Rio de Janeiro, na penitenciária de Bangu.

A mulher de Sérgio Cabral foi presa, por ser "uma das principais responsáveis por ocultar recursos recebidos indevidamente por seu marido", de acordo com o juiz Marcelo da Costa Bretas, que decretou a prisão preventiva da advogada, que segundo ele, teria usado da profissão para a ocultação de recursos.

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