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Pedido de exoneração do diretor Marco Antonio Valadares Moreira, que está sendo investigado, deve ser encaminhado à Casa Civil nesta sexta-feira (16)

O diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral está sendo investigado em operação da Polícia Federal
Reprodução Facebook/Marco Antonio Valadares Moreira
O diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral está sendo investigado em operação da Polícia Federal

O Ministério de Minas e Energia informou, nesta sexta-feira (16), em comunicado, que vai encaminhar pedido de exoneração do diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Marco Antônio Valadares Moreira, à Casa Civil. O diretor é alvo da Operação Timóteo, da Polícia Federal, que apura esquema de corrupção em cobrança de royalties em 11 estados e no Distrito Federal.

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"O Ministério de Minas e Energia vai encaminhar à Casa Civil o pedido de exoneração do sr. Marco Antônio Valadares Moreira. A exoneração vale a partir de hoje. Outras informações serão prestadas pelo próprio DNPM ", disse a nota enviada pela assessoria de imprensa do DNPM à Agência Brasil.

No mesmo comunicado, foi informado que o departamento ainda não acessou dados e informações referentes às investigações e que, caso seja necessário, irá adotar providências administrativas cabíveis. Além disso, o DNPM está colaborando com a investigação.

Operação Timóteo

Deflagrada nesta sexta-feira (16), a Operação Timóteo está realizando buscas e apreensões em 52 endereços que teriam relação com uma organização criminosa investigada por esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral.

A Justiça Federal determinou que os municípios envolvidos não devem realizar contratação ou pagamento aos escritórios de advocacia e consultoria que estão sob investigação.

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Além das buscas, estão sendo cumpridas 29 conduções coercitivas, quatro mandatos de prisão preventiva, 12 mandatos de prisão temporária, sequestro de três imóveis e bloqueio judicial de até R$ 70 milhões.

As ações estão sendo conduzidas na Bahia, Minas Gerais, Pará, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins, Sergipe, Santa Catarina e no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa era dividida em pelo menos quatro grandes núcleos, cada um responsável por uma função.

O primeiro fazia a captação de prefeitos interessados no esquema e era formado por um diretor da DNMP e sua esposa. O segundo era composto por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do diretor da DNPM e repassava valores a servidores públicos. O terceiro contava com agentes políticos e servidores públicos que contratavam os escritórios de advocacia. O quarto e último era responsável por ocultar o dinheiro.

*Com informações de Agência Brasil

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