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Presidente nacional da sigla, ex-ministro Carlos Lupi afirmou que os parlamentares da bancada "deveriam ter lido o estatuto" da legenda

Ex-ministro Carlos Lupi afirmou que os três senadores da bancada deveriam ter lido o estatuto do PDT antes de se filiar
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 7.7.2011
Ex-ministro Carlos Lupi afirmou que os três senadores da bancada deveriam ter lido o estatuto do PDT antes de se filiar

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciou nesta quarta-feira (14) que o partido irá estudar medidas punitivas contra os três senadores da legenda que votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 na última terça-feira (13), quando a medida foi aprovada em segundo turno no plenário do Senado. A matéria limita o crescimento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos e deverá ser promulgada amanhã.

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Para Lupi, a postura dos três senadores da bancada durante a votação é “grave” e, em sua opinião, os parlamentares merecem ser expulsos da agremiação. Entretanto, a decisão sobre o desligamento precisa ser tomada durante o congresso da legenda, que está marcado para março e que deve contar com a presença de 600 delegados. “Eles descumpriram… não é nem uma decisão do partido, é o estatuto, o que é mais grave. Eu acho que esses senadores deveriam, antes de se filiar ao PDT , ter lido seu estatuto e seu programa. Um dos princípios básicos do nosso estatuto, do nosso programa, é a garantia de saúde e educação de qualidade”, comentou o ex-ministro do Trabalho.

Lupi avalia que a medida irá retirar investimentos federais em áreas importantes, como principalmente saúde e educação. O governo nega e garante que a proposta é essencial para reequilibrar as contas públicas e retomar o crescimento do País.

A bancada do partido na Casa é composta pelos senadores Lasier Martins (RS), Pastor Valadares (RO) e Telmário Mota (RR). No primeiro turno, Martins e Valadares votaram a favor da PEC, enquanto Mota não participou da sessão, ocorrida no fim de novembro. Apesar de defender a expulsão do trio, Lupi garante que a direção da maioria dos integrantes da diretoria será soberana.

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Para tentar impedir a vigência da PEC , Lupi informou que os advogados da legenda irão entrar com medidas judiciais nos próximos dias, alegando que a proposta é inconstitucional. Segundo ele, a matéria fere o “princípio básico” da Carta Magna de 1988, “que é dar saúde e educação de qualidade para todos os brasileiros”. Além disso, o ex-ministro acrescenta que a proposta, que tem previsão de duração por 20 anos, irá “engessar” os orçamentos dos próximos governos.

Outro lado

O líder do partido no Senado , Telmário Mota, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a bancada não recebeu orientação da direção da legenda para votar contra a PEC. A equipe do parlamentar informou que ainda não recebeu nenhum contato por parte de Lupi para comunicar sobre o posicionamento anunciado nesta quarta-feira.

Também por meio da assessoria de imprensa, o senador Lasier Martins confirmou a versão do colega e disse não ter recebido orientação de voto. O gabinete de Martins acrescentou que a bancada atua de maneira independente, tanto que, em agosto, os três senadores da sigla votaram a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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A reportagem do iG não conseguiu contato com Pastor Valadares. Ele é suplente do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que está licenciado por motivos de saúde.

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