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Conselheiro do TCE-RJ Jonas Lopes foi levado para depor coercitivamente em operação que apura crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), conselheiro Jonas Lopes,
Divulgação/TCE-RJ
presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), conselheiro Jonas Lopes,

O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), conselheiro Jonas Lopes, foi levado para depor coercitivamente na manhã desta terça-feira (13) em uma operação que investiga crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A operação deflagrada pela Polícia Federal  é um desdobramento das investigações da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Ao todo, cerca de 40 policiais federais cumprem dez mandados de busca e apreensão e três mandados de condução coercitiva expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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O conselheiro Jonas Lopes e pessoas ligadas a ele são suspeitos de atuar no esquema ilícito investigado pelo Ministério Público Federal.

A assessoria de imprensa do TCE-RJ informou não ter ainda nenhum posicionamento sobre a condução coercitiva do presidente do Tribunal.

Em nota, a Procuradoria-Geral da República informa que pediu o cumprimento de três mandados de condução coercitiva de Jonas Lopes, de seu filho, Jonas Lopes de Carvalho Neto, e do operador Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva.

Segundo a PGR, o presidente do TCE-RJ e seu filho foram citados em acordo de colaboração premiada por executivos da construtora Carioca Engenharia. Eles são acusados de terem solicitado vantagem indevida para aprovação de obras.

"Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva foi citado também em acordo de colaboração por executivos da construtora Andrade Gutierrez como sendo a pessoa responsável por receber valores em espécie, na ordem de 1% do valor das obras, a mando de conselheiros do Tribunal ainda não identificados", diz a nota.

O texto informa ainda que nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no estado do Rio de Janeiro, e um, em Minas Gerais.

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Nota

O escritório do advogado Jonas Neto, filho do presidente do TCE, também divulgou nota. O Lopes de Carvalho & Pessanha informou que as buscas realizadas pela PF se limitaram a um computador pessoal e "poucos documentos, mantido o sigilo de todos os clientes não relacionados com a operação".

"O escritório nada teme quanto a apuração, não atua no Tribunal de Contas do Estado e protesta contra a violação profissional, afirmando que tomará as medidas legais necessárias. O advogado Jonas Neto desconhece o motivo das notícias veiculadas sobre suposta delação que envolve seu nome [na Lava Jato]", afirma o escritório.

*Com informações da Agência Brasil

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