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Para o presidente, vazamento dos depoimentos gera "clima de desconfiança" no País; requerimento foi enviado pela advogada-geral da União nesta 2ª

Michel Temer afirmou que vazamento das delações gera
Beto Barata/PR - 28.11.2016
Michel Temer afirmou que vazamento das delações gera "clima de desconfiança" no País e atrapalha economia

O presidente Michel Temer apresentou nesta segunda-feira (12) um pedido ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que acelere os depoimentos de executivos da Odebrecht investigados pelo Ministério Público Federal (MPF). O objetivo dele é finalizar “o quanto antes” as eventuais homologações dos acordos de delação premiada envolvendo nomes de diversos políticos.

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Com o argumento de que o País enfrenta crises de ordem econômica e política, Michel Temer fez críticas ao vazamento de delações à imprensa. O presidente disse ainda que as medidas de ajuste fiscal executadas pelo governo federal vêm “sofrendo interferência pela ilegítima divulgação” de depoimentos de delatores. O peemedebista acrescentou que o Brasil irá continuar passando por um “clima de desconfiança geradora de incerteza” enquanto as delações não forem completadas e homologadas.

O requerimento foi assinado pelo próprio presidente e enviado a Janot e encaminhado por meio da advogada-geral da União, Grace Mendonça.

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“O fracionado ou porventura lento desenrolar de referidos procedimentos pré-processuais, a supostamente envolver múltiplos agentes políticos, funciona como elemento perturbador de uma série de áreas de interesse da União […]. Ante o exposto, a União pleiteia que Vossa Excelência examine a possibilidade de imprimir celeridade na conclusão das investigações em curso. Requer também que as colaborações premiadas porventura existentes sejam, o quanto antes, finalizadas, remetidas ao Juízo competente para análise e eventual homologação e divulgação por completo. Com isso, a eventual responsabilidade criminal dos investigados será logo aferida”, escreveu o presidente .

Delações

Na semana passada, foram divulgadas informações a respeito do depoimento prestado pelo ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira, Cláudio Melo Filho, à força tarefa da Operação Lava Jato . O executivo teria dito que entregou dinheiro vivo em 2014 ao advogado José Yunes, amigo e um dos mais próximos conselheiros do presidente.

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Outros nomes importantes do primeiro escalão do governo Michel Temer foram citados, como os do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, do ex-ministro do Planejamento, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), e do ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, também do PMDB. Todos negam irregularidades. As delações feitas pelos executivos da Odebrecht apontariam o envolvimento de aproximadamente 200 políticos de diversos partidos.


* Com informações da Agência Brasil

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