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Preocupado com o desgaste do governo após ser citado em delação, Temer convocou reunião para debater pacote que deve ser anunciado nesta semana

Em nota, presidente Michel Temer rechaçou acusações de ex-executivo da Odebrecht e negou envolvimento com caixa dois
Beto Barata
Em nota, presidente Michel Temer rechaçou acusações de ex-executivo da Odebrecht e negou envolvimento com caixa dois

A equipe do presidente Michel Temer está debruçada sobre um minipacote de medidas econômicas para amenizar o desgaste no Planalto  provocado pelo vazamento de trechos da delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho.

Na noite deste domingo (11), Temer se reuniu com aliados e sinalizou que pretende lançar as medidas que visam reativar a economia "de forma imediata" ainda nesta semana. A informação foi confirmada pelo deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que participou do encontro no Palácio do Jaburu, em Brasília.

"O presidente vai chamar a equipe econômica para os últimos detalhes de um pacote econômico", afirmou o deputado. "A prioridade é o ajuste fiscal", completou. 

Rosso informou ainda que o governo pretende marcar na terça-feira (13) uma reunião com líderes partidários para apresentar as propostas para combater a crise econômica.

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O secretário do Programa de Parceria de Investimentos, Moreira Franco, também participou do encontro, que não estava previsto na agenda do presidente Temer. O deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA), que foi cogitado para ocupar a vaga deixada por Geddel Vieira Lima na Secretaria de Governo, também esteve no Jaburu neste domingo.

Odebrecht

O anúncio do pacote econômico é visto em Brasília como uma forma de reduzir o impacto negativo da delação do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht. De acordo com reportagens divulgadas ao longo do último fim de semana, ao todo, 51 políticos de 11 partidos teriam recebido propina da empreiteira, inclusive o presidente Michel Temer, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), o ex-ministro do Planejamento e atual líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), e o ex-secretário de Governo Geddel Vieira Lima.  

Em nota, o Palácio do Planalto negou as informações prestadas por Cláudio Melo Filho e disse que o presidente não esteve envolvido em tratativas de propinas. "O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho.  As doações feitas pela construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa dois, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente", informa o texto.

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*Com informações e reportagem da Agência Brasil


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