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Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já decretaram calamidade em razão da crise econômica; reunião com Temer deverá ocorrer na quarta

Pezão e os governadores dos estados de Minas e Rio Grande do Sul devem se reunir com Michel Temer na quarta-feira
Valter Campanato/Agência Brasil - 22.11.2016
Pezão e os governadores dos estados de Minas e Rio Grande do Sul devem se reunir com Michel Temer na quarta-feira

Os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori, devem participar na quarta-feira (14) de reunião com o presidente Michel Temer para tratar do pacote de medidas econômicas para ajudar estados e municípios que se encontram em razão da crise econômica. Os três já decretaram calamidade financeira.

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O assunto foi abordado nesta segunda-feira (12) durante encontro entre os governadores no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro. Ivo Sartori participou via videoconferência. Segundo Pimentel, o objetivo da agenda com Temer é apresentar as medidas que as secretarias dos estados já vêm adotando, além de dar contribuições para um projeto nacional de recuperação fiscal.

Pezão afirmou que esta será a quarta reunião que tem com o presidente em quatro semanas. “Na semana passada conseguimos a multa da repatriação, que não é tão importante para o Rio de Janeiro, mas é muito importante para o Nordeste”. Ele diz que os governadores já apresentaram propostas ao governo federal, como a securitização de ativos, empresas e recebíveis.

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Para Pimentel, é necessário buscar o equilíbrio entre o ajuste fiscal e a prestação de serviços para a população. “A crise vai refletir na qualidade de vida das pessoas. A nossa obrigação como governantes é buscar fazer os ajustes necessários sem prejudicar a prestação de serviços públicos.”

Crise no Rio de Janeiro

De acordo com Pezão, no caso específico do Rio de Janeiro, o pedido de ajuda federal ocorre também porque muitas das medidas enviadas para aprovação pela Assembleia Legislativa do Rio foram retiradas de pauta ou modificadas, não surtindo o retorno financeiro esperado pelo governo. Das 22 medidas, oito foram retiradas.

“Tem muitas [medidas] sendo discutidas e negociadas dentro do parlamento, que é o local apropriado. Agora estamos discutindo com representantes dos funcionários, conversei com toda a área de segurança, conversei com todas as corporações. Temos diversos avanços, que são trazidas pelas próprias corporações, nós vamos avançar, vamos ter receitas ali, conseguimos conquistas no Superior Tribunal Federal importantes para o nosso fluxo de caixa”, disse Pezão. “Têm medidas que foram votadas que chegam à metade [do recurso esperado] do que foi enviado. Por isso que estamos procurando o presidente da República e o Ministério da Fazenda para ver a outra metade.”

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O governador informa que uma das negociações com o funcionalismo é o reescalonamento do aumento previsto para iniciar em janeiro de 2017 e que o governo queria adiar para 2020. “Eles ficaram com essa preocupação de vir outro governador e tirar esse aumento. Fizeram uma proposta interessante que estamos acordando, que é dar [o reajuste] em novembro de 2017, com vigência em dezembro de 2017, em novembro de 2018 e assim sucessivamente, mas garantia o aumento em 2017. O aumento tinha sido parcelado e a gente tinha pedido para colocar para 2020, mas eles fizeram essa proposta de colocar para novembro de 2017. Nos alivia o caixa, achamos que foi razoável e a equipe estava vendo se chega num acordo”, disse Pezão após a reunião com os chefes dos Executivos dos outros estados.


* Com informações da Agência Brasil

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