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Eliseu Padilha, confirmou encontro com o presidente; reunião ocorre um dia após vazamento de documentos da delação de ex-diretor da Odebrecht

O presidente Michel Temer vai se reunir, neste domingo (11), com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, no Palácio do Jaburu, em Brasília. A reunião, que não estava prevista na agenda, foi marcada depois da divulgação do conteúdo da delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho pela mídia. O presidente Michel Temer retornou de São Paulo para Brasília nesta tarde.

Presidente Michel Temer irá prestar depoimento por escrito, conforme previsto no Código de Processo Penal
Valter Campanato/Agência Brasil - 9.11.2016
Presidente Michel Temer irá prestar depoimento por escrito, conforme previsto no Código de Processo Penal

A reunião foi confirmada pela assessoria do ministro Padilha, que não soube precisar se outros outros ministros e líderes da base do governo no Congresso foram convidados por Temer . A conversa acontece um dia após documento da delação de Melo Filho ser divulgado  pela imprensa. O ex-diretor da empreiteira teria citado mais de 50 políticos de 11 partidos como receptores de propina.

Entre eles, o presidente, o ministro Padilha, o ex-ministro do Planejamento e senador, Romero Jucá, e ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo , Geddel Vieira Lima, que renunciou ao cargo  após ter pressionado o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, a liberar uma obra de seu interesse.  Todos os citados negam as acusações.

O encontro também se dá num período que antecede votações importantes no Congresso, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que estabelece um teto de gastos públicos  e está em discussão no plenário do Senado, a reforma da Previdência (PEC 247), que foi enviada ao Congresso na última semana, e a aprovação do orçamento de 2017. A expectativa do governo é avançar em todas as questões antes do recesso parlamentar, que começa em 23 de dezembro.

Vazamento

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, declarou, neste sábado (10), que solicitará abertura de investigação para apurar o vazamento  para a imprensa de documento sigiloso relativo à delação premiada de Cláudio Melo Filho. Em nota, na última sexta-feira (9), o Palácio Planalto repudiou as acusações de que o presidente Michel Temer teria solicitado valores ilícitos da empreiteira Odebrecht em meio às eleições de 2014.

"As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE [Tribinal Superior Eleitoral]. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente", diz o comunicado.

* Com informações da Agência Brasil.

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