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De acordo com o deputado Rogério Rosso (PSD), reunião marcada às pressas após o vazamento da delação discutiria um novo pacote econômico

O presidente Michel Temer convocou para a noite deste domingo (11) uma reunião de última hora no Palácio do Jaburu, com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e outros ministros do governo.  

Reunião emergencial do governo, na tarde e noite de domingo (11), aconteceu no Palácio do Jaburu
Aluizio de Assis/Presidência da República/Divulgação
Reunião emergencial do governo, na tarde e noite de domingo (11), aconteceu no Palácio do Jaburu

Segundo informações de Rogério Rosso, líder do PSD na Câmara dos Deputados, que também estava presente na reunião emergencial, o encontro teria como objetivo discutir e fazer os últimos ajustes em um pacote de medidas econômicas que deve ser lançado ainda esta semana. Curiosamente, a reunião emergencial de domingo aconteceu dois dias após o vazamento, pela mídia, da delação de um dos executivos da Odebrecht, Claudio Melo Filho.

Segundo Rosso, o pacote terá medidas que buscam reativar a economia "de forma imediata", com geração de renda e mais empregos. "O presidente vai chamar a equipe econômica hoje à noite para os últimos detalhes de um pacote econômico", disse o deputado. "A prioridade é o ajuste fiscal", completou. 

O deputado afirmou ainda que o governo pretende marcar para terça-feira (13) outra reunião, dessa vez com líderes partidários e então apresentar as propostas que visam combater a atual crise econômica.

Entre os participantes do encontro que não estava previsto na agenda do presidente Michel Temer, estava também o secretário do Programa de Parceria de Investimentos, Moreira Franco. Ele continua no Palácio do Jaburu.

O deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA), que foi cogitado para substituir Geddel Vieira Lima no cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governoo, também esteve no Jaburu esta tarde e deixou há pouco o local.

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Reunião com Padilha

Já estava confirmada para esta noite uma reunião entre Temer e Eliseu Padilha, o ministro-chefe da Casa Civil. 

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As reuniões acontecem logo depois de veículos da imprensa divulgarem o toda a delação premiada do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho. De acordo com as reportagens, ao todo 51 políticos de 11 partidos teriam recebido propina da Odebrecht. Entre eles diversos membros do governo como o próprio presidente Michel Temer, o ministro supracitado Eliseu Padilha, o ex-ministro do Planejamento, senador Romero Jucá, e também ex-secretário de Governo, Geddel Vieira Lima.

* com informações de Agência Brasil

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