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Ministério Público Federal considerou excessivas as visitas ao ex-governador do Rio de Janeiro. Transferência de Cabral gerou manifestação de civis

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que estava preso no Complexo Penitenciário de Bangu é transferido para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba , nesse sábado (9).

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Sérgio Cabral ao chegar no Complexo Penitenciário de Bangu
Twitter/Reprodução
Sérgio Cabral ao chegar no Complexo Penitenciário de Bangu

De acordo com informações do jornal "Folha de S. Paulo", o Ministério Público Federal considerou excessivas as visitas que Cabral vinha recebendo na prisão , como as de diversos políticos. O pedido do MPF foi deferido pelo juiz Marcelo Bretas.

Até mesmo a defesa tinha outro argumento usado para a transferência do ex-governador. No pedido de habas corpus, os advogados da defesa afirmaram que a integridade física do político corria riscos por conta da ocupação de territórios cariocas com Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), além da prisão de milicianos em seu governo.

O ex-governador do Rio deixou o Complexo Penitenciário de Bangu por volta das 10h do sábado, em direção ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido também como Aeroporto do Galeão, de onde voará para Curitiba, em um avião da Polícia Federal. A previsão para a chegada em Curitiba é 15h. Durante seu translado para o aeroporto, houve manifestação de civis.

A esposa de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo , que foi presa preventivamente na terça-feira (6), continua no Rio de Janeiro, na penitenciária de Bangu.

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Ela foi presa, por ser "uma das principais responsáveis por ocultar recursos recebidos indevidamente por seu marido", de acordo com o juiz Marcelo da Costa Bretas, que decretou a prisão preventiva da advogada, que segundo ele, teria usado da profissão para a ocultação de recursos.

Prisão de Cabral

Sérgio Cabral foi preso no dia 17 de novembro, em sua casa no Leblon, Rio de Janeiro, como consequência da operação Calicute, ligada à Lava Jato . A operação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o MPF e a Receita Federal do Brasil.

De acordo com Força-Tarefa da Lava Jato, Cabral teria chefiado esquema que foi responsável por desvios de R$ 224 milhões em contratos de grandes obras no Rio de Janeiro durante os seus dois mandatos no governo do Estado, entre os anos de 2007 e 2014.

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