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Defesa de Adriana Ancelmo alegava que a ex-primeira-dama do Rio não representa riscos às investigações e que seus filhos estavam "desamparados"

Ex-primeira dama do Rio Adriana Ancelmo, alvo de condução coercitiva, chega à sede da Polícia Federal
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Ex-primeira dama do Rio Adriana Ancelmo, alvo de condução coercitiva, chega à sede da Polícia Federal

A ex-primeira dama do estado do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo teve um pedido de habeas corpus negado nesta quarta-feira (7) pelo desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Mulher do ex-governador Sérgio Cabral, ela foi presa preventivamente na última terça-feira (6), acusada de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Adriana Ancelmo e Sérgio Cabral estão detidos no Complexo Penitenciário de Bangu.

A defesa da ex-primeira-dama do Rio alegou que ela não oferece riscos à ordem pública nem às investigações da Operação Calicute. Além disso, ela é mãe de dois filhos menores de idade que estão desamparados, já que o pai também está preso em Bangu. O desembargador também negou a prisão domiciliar à ex-primeira dama.

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O magistrado considerou que a prisão é necessária porque “o crime de organização criminosa, como o narrado na representação e nos autos” deve ser tratado com “a gravidade legalmente determinada". "Em outras palavras: a repressão à organização criminosa que teria se instalado no governo do estado do Rio de Janeiro há de receber deste juízo o rigor previsto no Ordenamento Jurídico nacional e internacional, sem perder de vista a obediência inafastável do devido processo legal”, disse o desembargador em seu despacho.

Ainda nesta quarta-feira, a 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região também negou a libertação de mais dois réus da Operação Calicute: Hudson Braga, ex-secretário estadual de Obras, e Carlos Miranda, ex-assessor de Cabral.

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Prisão

De acordo com o pedido de prisão apresentado pelo Ministério Público Federal e acatado pelo juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, Adriana "ocuparia posição central na organização criminosa capitaneada por seu marido".

"Adriana Ancelmo seria uma das principais responsáveis por ocultar recursos recebidos indevidamente por seu marido [Sérgio Cabral], valendo-se para tal de seu escritório de advocacia, bem como que teria adquirido ilegalmente verdadeira fortuna em joias de altíssimo valor, dentre outros expedientes”, escreveu o magistrado na decisão que determinou a prisão da ex-primeira-dama.

*Com informações e reportagem da Agência Brasil

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