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Prefeito eleito do município, Rogério Lins (PTN), está em viagem ao exterior; prisão preventiva de 14 parlamentares da cidade foi decretada na terça-feira

Prefeito eleito em Osasco, Rogério Lins (PTN) atualmente é vereador do município da Grande São Paulo e está foragido
Divulgação/Facebook
Prefeito eleito em Osasco, Rogério Lins (PTN) atualmente é vereador do município da Grande São Paulo e está foragido

Três dos 14 vereadores de Osasco que tiveram a prisão preventiva decretada na terça-feira (6) permanecem foragidos. Um deles, Rogério Lins (PTN), foi eleito prefeito do município nas últimas eleições e está em viagem ao exterior. Mais dois acusados de participar do esquema de contratação de funcionários fantasmas não foram localizados.

“Quando sai o mandado de prisão e essas pessoas não são encontradas no trabalho ou nas suas residências, em tese são considerados foragidos”, disse o subprocurador-geral Mário Sarrubbo. A vereadora Andrea Capriotti (PEN) também teve um mandado de prisão expedido por suspeita de envolvimento no esquema em Osasco . No entanto, a parlamentar está internada desde o último domingo (5), após sofrer um acidente de carro.

A Operação Caça Fantasma foi iniciada, segundo Sarrubbo, a cerca de um ano após denúncias feitas por funcionários que estavam envolvidos nas fraudes. “O Ministério Público sendo procurado por alguns desses funcionários fantasmas. Eles procuram o Ministério Público e delatam os vereadores, admitindo que eram contratados mas não trabalhavam para a administração pública e que os salários registrados não iam para as contas deles, mas sim para a conta dos denunciados”, disse o subprocurador em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira.

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Alguns dos funcionários envolvidos recebiam parte dos vencimentos, em outros casos apenas emprestavam o nome para as fraudes. De acordo com subprocurador, ao menos quatro acordos de delação premiada foram firmados. Os vereadores vão responder por estelionato e formação de quadrilha. A operação teve ao todo cinco fases, que incluíram quebras de sigilo bancário e ações de busca e apreensão.

Eleitos

Além de Rogério Lins, seis vereadores foram reeleitos para novos mandados à frente na Câmara Municipal de Osasco. Sarrubbo disse que a decisão final sobre se os presos poderão assumir os cargos será da Justiça Eleitoral.

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Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o juiz responsável pela zona eleitoral de Osasco deverá decidir sobre a diplomação, marcada para o dia 19. O Código Eleitoral não prevê impedimento à diplomação por processo não julgado, na Justiça comum ou nas instâncias eleitorais. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, também não é necessário o comparecimento a cerimônia para recebimento do diploma, o que pode ser feito por procuração.

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