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Para presidente da Câmara dos Deputados, medida permitirá retomada de investimentos no setor privado e garantirá equilíbrio das contas públicas

Em resposta aos críticos da proposta, Maia disseu que a reforma não irá tirar direitos, mas garantir os benefícios
Luis Macedo/Câmara dos Deputados - 30.11.16
Em resposta aos críticos da proposta, Maia disseu que a reforma não irá tirar direitos, mas garantir os benefícios


O presidente da Câmara Rodrigo Maia afirmou nesta segunda-feira (5) que a reforma da Previdência, que deve ser anunciada ainda nesta segunda pelo governo, irá permitir a retomada dos investimentos do setor privado no Brasil e garantir o equilíbrio fiscal das contas públicas. 

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Em resposta aos críticos da proposta, Maia ressaltou que a reforma não irá tirar direitos, mas garantir o pagamento dos benefícios a todos os aposentados.

“Todo mundo acha que estão retirando direitos, mas o exemplo do Rio [de Janeiro] mostra que é necessária [a reforma] para garantir a solvência do sistema que estará insolvente [em breve]”, afirmou.

Maia  também destacou os benefícios a curto prazo que a reforma da Previdência traz ao País como a redução da taxa de juros, a melhora no ambiente de confiança e a recuperação do investimento.

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O democrata ainda afirmou que nesta terça-feira (6), assim que recebida pela Câmara, a reforma da Previdência será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

O texto, na forma de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), está previsto para ser analisado no prazo de sete a nove sessões. Se aprovada a admissibilidade da PEC, será criada uma comissão especial para debater o tema.

Sem Recesso

Questionado sobre uma possível suspensão do recesso parlamentar em janeiro, Maia assegurou não ser contrário à proposta, mas ressaltou que é importante verificar “efetivamente qual é o ganho de se fazer uma autoconvocação de 15 dias”.

Ele defendeu que, caso haja autoconvocação do Congresso, a questão econômica esteja na pauta extraordinária – e que os parlamentares discutam, além da reforma da Previdência, temas como mudanças na legislação sobre falências e terceirização.

Sobre por todo o Brasil, Maia divulgou uma nota afirmando receber
Tomaz Silva/Agência Brasil
Sobre por todo o Brasil, Maia divulgou uma nota afirmando receber "com atenção e respeito as manifestações"


Protestos

Em relação aos protestos no último domingo (4), em mais de 30 cidades brasileiras contra a corrupção, Maia defendeu a soberania do Plenário e a transparência das votações na Câmara.

“[A Câmara] aumentou a pena de corrupção, tornou crime hediondo, criminalizou o caixa dois eleitoral. Algumas [medidas] foram polêmicas, mas o Plenário é soberano para decidir. Entendo que a crítica é sempre bem-vinda, mas não houve redução de direitos, na legislação, das investigações da Lava Jato”, afirmou o presidente.

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No domingo, Maia divulgou uma nota em que diz que a Câmara "recebe com atenção e respeito as manifestações" e que protestos com caráter pacífico e ordeiro servem para "fortalecer a democracia".

* Com informações da Agência Câmara

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