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Para o presidente, objetivo da reforma é sanar o déficit na Previdência de "quase R$ 100 bilhões neste ano e projetados R$ 140 bilhões para 2017"

Governo acredita que um texto mais robusto na proposta da reforma da Previdência dará um sinal importante para o mercado financeiro neste momento de aumento das incertezas e piora do cenário econômico
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Governo acredita que um texto mais robusto na proposta da reforma da Previdência dará um sinal importante para o mercado financeiro neste momento de aumento das incertezas e piora do cenário econômico

Nesta segunda-feira (5), o presidente Michel Temer apresentará aos líderes da base governista no Congresso e aos representantes das centrais sindicais uma ampla proposta de reforma da Previdência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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De acordo com a publicação, o Palácio do Planalto acredita que um texto mais robusto na proposta da reforma da Previdência – envolvendo mudanças nas regras de aposentadoria, concessão de benefícios sociais e pensões – dará um sinal importante para o mercado financeiro neste momento de aumento das incertezas e piora do cenário econômico.

Ao mesmo tempo, tal texto garante maior margem de negociação no Congresso da proposta, considerada ainda mais polêmica e de difícil tramitação do que a PEC que limita os gastos públicos.

Na semana passada, durante evento em São Paulo para investidores, Temer ressaltou que a proposta tem como objetivo sanar o déficit na Previdência “de quase R$ 100 bilhões neste ano e projetados R$ 140 bilhões para o ano que vem”.

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Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não cabe a ele convocar o Congresso. "Mas, se acontecer, defendo que o Congresso tenha uma pauta focada nos temas econômicos apenas”, disse. Contudo, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), não crê nessa possibilidade: “Não acredito que nesse clima que está aí isso ocorra”.

Reforma na Previdência não incluirá militares

Em novembro, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que a reforma previdenciária no âmbito das Forças Armadas só deve ser discutida, após a dos servidores civis e do INSS.

Segundo Jungmann, um general quatro estrelas ganha líquido R$ 15 mil, o que seria bem menos que o topo de várias carreiras civis
Agência Brasil
Segundo Jungmann, um general quatro estrelas ganha líquido R$ 15 mil, o que seria bem menos que o topo de várias carreiras civis

Respondendo vários deputados que criticaram a remuneração atual dos militares, o ministro Raul Jungmann disse que o presidente Michel Temer deverá enviar projeto de lei ao Congresso para rever os salários em 2017 . Segundo ele, um general quatro estrelas ganha líquido R$ 15 mil, o que seria bem menos que o topo de várias carreiras civis.

Para Raul Jungmann, é necessário ter a guarda nacional vinculada às Forças Armadas para evitar uso dos militares nas crises de segurança pública.

O comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, disse que os militares sabem que terão que contribuir na futura reforma da Previdência. Mas destacou que é preciso trabalhar com as especificidades das Forças Armadas.

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