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Ex-governador do Rio de Janeiro é investigado por crimes de corrupção; ele foi preso pela PF no dia 17 de novembro, durante a Operação Calicute

Sérgio Cabral foi preso pela Polícia Federal no dia 17 de novembro; ele foi indiciado nesta sexta pela PF
Twitter/Reprodução
Sérgio Cabral foi preso pela Polícia Federal no dia 17 de novembro; ele foi indiciado nesta sexta pela PF

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta sexta-feira (2) o inquérito da primeira fase da Operação Calicute, que investigou crimes de corrupção na gestão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, que atualmente está preso no Complexo Prisional de Bangu.

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Além de Sérgio Cabral , foram indiciadas outras 15 pessoas por crimes que incluem corrupção passiva e ativa organização criminosa e lavagem de dinheiro. A PF ainda vai instaurar outros inquéritos para aprofundar as investigações.

De acordo com as investigações, os crimes movimentaram aproximadamente R$ 220 milhões, valor pago por grandes empreiteiras como propina para garantir obras públicas. Na casa de Cabral, foram apreendidas joias no valor estimado de R$ 2 milhões. O ex-governador foi preso dia 17 de novembro.

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Também foram indiciados a esposa do ex-governador, Adriana Ancelmo, além de Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, Luiz Carlos Bezerra, Hudson Braga, Wagner Jordão Garcia, José Orlando Rabello, Carlos Jardim Borges, Pedro Ramos de Miranda, Luiz Alexandre Igayara, Paulo Fernando Magalhaes Pinto Gonçalves, Luiz Paulo dos Reis, Alex Sardinha da Veiga, Rosângela de Oliveira Machado Braga e Jessica Machado Braga.

Bloqueio de bens

Na segunda-feira, a Justiça Federal do Rio bloqueou os bens de Adriana Ancelmo.   No pedido aceito pela Justiça, o Ministério Público Federal (MPF) sustenta que os laços familiares e de intimidade de Adriana com os demais investigados são inegáveis. As apurações preliminares revelaram que ela praticou diversos atos que, aparentemente, representam evidências de sua participação na lavagem e na ocultação de proveitos de origem ilícita decorrentes da corrupção, supostamente praticada por seu marido.

A Operação Calicute, desencadeada no dia 17 de novembro, que prendeu o ex-governador Sérgio Cabral e oito pessoas ligadas a ele é um desdobramento da Lava Jato. Adriana Ancelmo foi alvo de condução coercitiva, no dia da prisão do marido, quando prestou depoimento na sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio e em seguida foi liberada. Os agentes federais também cumpriram mandado de busca e apreensão no Escritório Ancelmo Advogados.


* Com informações da Agência Brasil

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