Tamanho do texto

Presidente do Senado é acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira

Renan teria usado o lobista de uma empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento
Geraldo Magela/Agência Senado - 1.12.16
Renan teria usado o lobista de uma empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, na tarde desta quinta-feira (1ª), a sessão de julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em 2013, contra o presidente do Senado, Renan Calheiros  (PMDB-AL). Se ela for aceita, o parlamentar se tornará réu no Supremo. O relator do processo é o ministro Edson Fachin.

De acordo com a denúncia, Renan teria usado o lobista de uma empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. O peemedebista também é acusado de ter adulterado documentos para justificar os pagamentos. Renan nega as acusações. O caso foi revelado em 2007.

Renan é acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Em troca, teve despesas pessoais da jornalista Monica Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, pagas pela empresa.

Versão do acusado

A defesa de Renan sustenta que o senador “já esclareceu todos os fatos relativos a essa questão e é o maior interessado no esclarecimento do episódio”. Segundo a assessoria de Renan, o parlamentar “foi o autor do pedido de investigação das falsas denúncias em 2007, há quase dez anos.”

VEJA AINDA:  Renan diz que não é réu e que todos os inquéritos sobre ele serão arquivados

Em fevereiro deste ano, Fachin já tinha pautado a ação para julgamento mas, no mesmo mês, foi retirada da pauta depois que a defesa de Renan Calheiros apresentou recurso alegando a existência de uma falha na tramitação do processo.

Outras investigações com o presidente do Senado

O peemedebista é alvo de mais 11 investigações no STF. No último dia 18, foi aberto o último inquérito contra Renan, quando o ministro Dias Toffoli autorizou a realização de diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em um desdobramento das investigações sobre o caso Mônica Veloso.

Os investigadores querem obter mais informações sobre uma movimentação financeira de R$ 5,7 milhões de Renan, considerada incompatível com a renda do parlamentar. Além disso, ele é alvo de 8 inquéritos no âmbito da Operação Lava Jato, um dentro da Operação Zelotes e outro por desvios nas obras da usina de Belo Monte.

E MAIS:  Renan e Maia defendem perdão a quem tenha feito caixa 2: "Esse crime não existe"

Logo depois de a presidente do STF agendar a data do julgamento, a assessoria de Renan Calheiros divulgou nota à imprensa, afirmando que o senador está “tranquilo e confiante na Justiça brasileira” e que ele é o “maior interessado nesse julgamento”.

* Com informações da Agência Brasil.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.