Tamanho do texto

A defesa de Eduardo Cunha quis saber de Lula detalhes sobre a nomeação dos engenheiros Nestor Cerveró e Jorge Zelada para a diretoria da Petrobrás

Ricardo Stuckert/Instituto Lula
"Encontro" entre Lula e Moro aconteceu por meio de uma videoconferência, de São Bernardo do Campo (SP), e durou 9 minutos e 44 segundos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou depoimento, nesta quarta-feira (30), ao juiz Sergio moro, como testemunha de defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha  (PMDB-RJ).

O "encontro" entre Lula e Moro aconteceu por meio de uma videoconferência, de São Bernardo do Campo (SP), e durou 9 minutos e 44 segundos.

Ao ser perguntado sobre a sua obrigação com a verdade, como testemunha, o petista respondeu que ele é "o maior interessado na verdade".

Lula depôs em ação penal em que Eduardo Cunha é réu por corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-presidente da República também é réu em processo na 13ª Vara Federal, de Curitiba, sob tutela do juiz Moro, em em outro processo.

A defesa de Eduardo Cunha quis saber de Lula detalhes sobre a nomeação dos engenheiros Nestor Cerveró e Jorge Zelada para a diretoria da Petrobrás.

Lula disse desconhecer a suposta participação de Cunha na nomeação de Jorge Zelada para a diretoria Internacional da Petrobrás e na compra do campo de petróleo de Benin, na África.

O Ministério Público Federal perguntou Lula sobre os partidos que tinham participação na indicação de cargos na Petrobrás.

“Eu já expliquei mais que uma vez que quando um partido compõe uma aliança política para governar, todos os partidos que compõem podem reivindicar ministério e cargo. Esses partidos, então, fazem parte do governo. Era assim que era montado antes, durante e depois. E é assim que é montado agora”, relatou o petista.

Recurso de Lula é negado

Também nesta quarta, o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou mais um pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender as investigações  sobre um apartamento triplex, no Guarujá (litoral de São Paulo), que envolvem o seu cliente.

A defesa de Lula buscava rever uma decisão anterior do próprio Dantas, proferida no fim de outubro, quando o magistrado confirmou o desmembramento promovido pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, que devolveu parte das investigações sobre o triplex para a Justiça de São Paulo, estado de origem do inquérito.

Na decisão de outubro, confirmada nesta quarta, Dantas negou irregularidades alegadas pela defesa. "Tendo havido anuência, e não choque de entendimentos entre os julgadores em questão sobre o que caberia a cada um deles julgar, não há como falar em conflito de competência”, escreveu o magistrado.

LEIA TAMBÉM:  "Quem gosta de fazer política é a elite", diz Lula

Em agosto, Lula e sua esposa, Marisa Letícia, foram indiciados pela Polícia Federal por terem sido "beneficiários de vantagens ilícitas" na reforma do triplex e na guarda de bens do ex-presidente em um guarda-volumes.

    Leia tudo sobre: lula
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.