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Arquivamento ocorreu após procurador-geral da República, Rodrigo Janot dizer a ministro do STF que "não há provas para justificar o prosseguimento"

Teori Zavascki aceitou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR)  para arquivar inquérito  do casal
Nelson Jr./SCO/STF - 23/02/2016
Teori Zavascki aceitou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para arquivar inquérito do casal


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki aceitou nesta sexta-feira (25) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para arquivar o inquérito em que a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney e o senador Edison Lobão (PMDB-MA) são acusados de lavagem de dinheiro e corrupção na Operação Lava Jato.

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Na quinta-feira (24), em uma petição enviada ao Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse ao ministro que não há provas para justificar o prosseguimento da investigação contra Lobão e Roseana Sarney. 

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Histórico

A investigação foi iniciada em março de 2015 para apurar declarações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Em depoimento de delação premiada, Costa afirmou que a campanha eleitoral de Roseana em 2010 teria recebido R$ 2 milhões de propina, valor que teria sido solicitado por Edison Lobão e pago pelo doleiro Alberto Youssef.

Após o pedido de arquivamento, o advogado de Roseana e de Lobão, Antônio Carlos de Almeida Castro, comemorou o parecer da PGR e disse que, desde o começo das investigações, a ex-governadora sempre se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.

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“Esse arquivamento, embora tardio, resgata, nesse ponto de vista, a verdade. Para Roseana, que ficou sendo investigada desnecessariamente, é uma vitória. Este era o único inquérito em que Roseana era investigada. Embora a demora nas investigações tenha causado um enorme prejuízo pessoal e político, para Roseana a Lava Jato é uma página do passado”, afirma o advogado.

Anistia a Caixa Dois

O procurador da República Roberson Pozzobon defendeu a aprovação das dez medidas anticorrupção criadas pelo MPF e enviadas à Câmara e ao Senado. Para ele, a sanção da matéria é uma maneira de coibir novos casos de corrupção.

Um das propostas prevê a tipificação do crime de caixa dois, e parlamentares de diversos partidos querem aproveitar a oportunidade para aprovar uma anistia para todas as transações desse tipo praticadas até a criação da nova lei.

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