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Ex-presidente da Câmara é acusado de ter recebido propina em contrato da Petrobras; peemedebista está preso em Curitiba desde o dia 19 de outubro

Segundo a Procuradoria da República, ex-deputado Eduardo Cunha escondia dinheiro de propinas em contas no Exterior
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados - 12.7.16
Segundo a Procuradoria da República, ex-deputado Eduardo Cunha escondia dinheiro de propinas em contas no Exterior

A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentou recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar fazer com que o peemedebista deixe a prisão. Ele está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba (PR), após decisão do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações penais da Operação Lava Jato em primeira instância.

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O pedido pela soltura do ex-presidente da Câmara dos Deputados será avaliado pelo ministro Felix Fischer. Cunha foi preso pela PF no Rio de Janeiro, onde mora, no dia 19 de outubro. Os advogados do peemedebista já haviam solicitado a liberdade do cliente ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre (RS).

O ex-deputado é réu em ação penal decorrente da Lava Jato e responde aos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. O pedido de prisão do peemedebista, feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) argumenta que a detenção foi necessária para evitar risco à continuidade das investigações.

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A acusação da Procuradoria considera ainda que “há evidências” de que há contas no Exterior pertencentes ao ex-presidente da Câmara que ainda não foram identificadas pela Justiça Brasileira. O pedido cita ainda o fato de o acusado ter dupla nacionalidade (brasileira e italiana), o que poderia facilitar uma fuga do País.

Contas na Suíça

A prisão foi decretada pelo juiz Sérgio Moro na ação penal em que o deputado cassado é acusado pela Procuradoria de ter recebido R$ 5 milhões em propina. O valor, segundo a denúncia, foi depositado em contas não declaradas na Suíça. O montante seria oriundo de vantagens indevidas, que foram obtidas por meio da compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África. O processo foi aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, após a cassação do peemedebista, em setembro, ele perdeu o foro privilegiado e o processo voltou à primeira instância.

Ainda de acordo com o Ministério Público Federal ( MPF ), o patrimônio real de Cunha é 53 vezes maior do que o que foi declarado à Receita Federal do Brasil . Em sua defesa, os advogados do ex-deputado dizem que ele não é proprietário do dinheiro e que seria beneficiário de trustes.


* Com informações da Agência Brasil

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