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Ministra do TSE determinou a remoção imediata do ex-governador do Rio para tratamento médico em uma unidade de saúde pública ou privada

Ex-governador do Rio, Anthony Garotinho será submetido a tratamento médico em hospital; ele foi preso no dia 16
Vladimir Platonow/Agência Brasil
Ex-governador do Rio, Anthony Garotinho será submetido a tratamento médico em hospital; ele foi preso no dia 16

Menos de 24 horas depois de ser levado para o Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, o ex-governador Anthony Garotinho será novamente transferido para um hospital. A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luciana Lóssio determinou a imediata remoção dele para uma unidade de saúde, pública ou privada, para que seja submetido a tratamento médico.

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Garotinho foi preso pela Polícia Federal (PF) na última quarta-feira (16) por suposto envolvimento em esquema de compra de votos. No mesmo dia, ele foi internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, também no Rio, após uma crise de pressão alta. Segundo seus advogados, ele corria risco de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Na noite de ontem (17), a Justiça determinou que o ex-governador fosse imediatamente levado ao presídio. A alegação foi a de que o político estaria recebendo regalias no hospital. A transferência foi tumultuada e equipes de televisão flagraram o momento em que a família dele tentava impedir o transporte para Bangu . Garotinho tentou resistir e chegou a chutar os policiais.

O advogado do ex-governador, Fernando Augusto Fernandes, impetrou habeas corpus no TSE para tentar viabilizar o retorno do político para um hospital. O pedido foi aceito pela ministra Luciana Lóssio, que destacou “as graves consequências que podem advir de uma inapropriada interrupção do tratamento clínico do paciente em ambiente hospitalar”. Sobre as supostas regalias, ela ressaltou que “não se indicou nada de concreto”.

O hospital para qual o ex-governador será levado pode ser tanto público quanto privado, devendo “estar apto à realização dos exames indicados no relatório médico”. O político deverá “permanecer sob custódia no estabelecimento enquanto houver necessidade devidamente atestada pelo corpo clínico, podendo receber a visita apenas de seus familiares e advogados, nos termos das regras estabelecidas pelo hospital, vedada, contudo, a utilização de aparelhos de comunicação, a exemplo de telefone celular”.

Acusações

A prisão do ex-governador ocorreu como desdobramento da Operação Chequinho, que apura a utilização do programa Cheque Cidadão, da cidade de Campos dos Goytacazes, como mecanismo de compra de votos.

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Garotinho é secretário de Governo do município, cuja prefeitura é comandada pela sua esposa, Rosinha. O programa citado concede benefício de R$ 100 para que a população carente possa comprar alimentos.

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