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Segundo a Polícia Federal, prisão do ex-deputado seria resultado da Operação Chequinho, que investiga esquema de compra de votos

Saída de Anthony Garotinho do Hospital Municipal Souza Aguiar, onde estava internado, foi bastante conturbada
Vladimir Platonow/Agência Brasil
Saída de Anthony Garotinho do Hospital Municipal Souza Aguiar, onde estava internado, foi bastante conturbada

A defesa do ex-deputado federal e ex-governador do Rio Anthony Garotinho, preso na quarta-feira (16) pela Polícia Federal (PF), recorreu novamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar deixar a prisão. Garotinho foi preso sob a acusação de compra de votos . O encarceramento foi determinado pela Justiça Eleitoral de Campos dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, a prisão faz parte de investigações relativas ao uso do programa Cheque Cidadão, benefício de R$ 100, concedido pela prefeitura de Campos dos Goytacazes para compra de produtos alimentícios pela população. Garotinho é secretário de Governo da cidade. A mulher dele, Rosinha Garotinho, é prefeita.

A defesa do ex-deputado federal sustenta que a "prisão é arbitrária, ilegal e baseada em fatos que não ocorreram".  O advogado Fernando Augusto Fernandes, responsável pela defesa de Garotinho, disse que o decreto de prisão ocorrido em razão de decisão da 100ª Vara Eleitoral de Campos vem na sequência de uma série de prisões ilegais decretadas por aquele juízo e suspensas por decisões liminares do TSE.

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No mesmo dia da prisão, a ministra Luciana Lóssio, do TSE, rejeitou o primeiro pedido de liberdade feito pela defesa de Garotinho. Na decisão, a ministra alegou “supressão de instância" e entendeu que o Habeas corpus deve ser analisado primeiramente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro. Após a decisão, o TRE também negou o pedido. 

Transferência

Nesta sexta-feira (18), Anthony Garotinho foi transferido para o Complexo Penitenciário de Gericinó . O ex-governador do Rio de Janeiro ficará na unidade de Bangu 8. A saída de Garotinho do Hospital Municipal Souza Aguiar, onde estava internado desde a última quarta-feira (16), foi bastante conturbada, porque sua família quis impedir que a transferência fosse feita, com a justificativa de que a unidade de saúde do complexo não seria adequada para um tratamento para o ex-governador, que estaria com problemas cardíacos.

A Justiça de Campos dos Goytacazes acionou a Polícia Federal para realizar a transferência de Garotinho, algo que só aconteceu às 22h45 de quinta-feira (17). O ex-governador foi amparado por bombeiros do Samu. No entanto, ele se recusou a ingressar na ambulância, se levantou duas vezes da maca onde estava e acabou contido pelos profissionais ali presentes.

A atual prefeita de Campos, a ex-governadora Rosinha Garotinho, quase desmaiou duas vezes, e acabou precisando da ajuda de assessores. Aos gritos de “Meu marido não é bandido”, ela tentou ir junto do marido dentro da ambulância. A deputada federal Clarissa Garotinho, filha do casal, chorava muito, e necessitou ser acalmada por parentes e amigos.

* Com informações da Agência Brasil

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