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Após prisão de ex-governador do Rio de Janeiro, Jungmann disse que Brasil está dando um exemplo para o mundo de independência dos seus poderes

Perguntado se acredita que prisão de Cabral pode afetar governo Temer, já que são do mesmo partido, ministro negou
Agência Brasil
Perguntado se acredita que prisão de Cabral pode afetar governo Temer, já que são do mesmo partido, ministro negou

Ao comentar nesta quinta-feira (17) sobre a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral , na nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada na quarta-feira (16), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o Brasil está dando um exemplo para o mundo de independência dos seus poderes.

"Isso é parte do jogo democrático e só atesta a solidez e a rigidez das nossas instituições", afirmou o ministro , após participar da solenidade de assinatura de acordo para criação de programa habitacional específico para os militares.

Questionado se acredita que a prisão de Cabral pode afetar o governo Temer, já que é do mesmo partido do presidente, Jungmann negou. "Eu acho que isso de afetar (o governo), o que pode afetar seria, efetivamente, no caso de serem fundadas as acusações, é a má política. E aí eu espero que ela continue sendo bastante afetada, porque nós precisamos passar a política brasileira a limpo. Falo aqui como parlamentar. Isso é urgente, o Brasil pede e exige isso, e acho que estamos caminhando bem nesse sentido", disse o ministro.

O ex-governador Sérgio Cabral foi preso na quarta-feira (16) na Operação Calicute , nova fase da Lava Jato, em ação conjunta com o Ministério Público Federal e a Receita Federal do Brasil, que investiga o desvio de recursos públicos federais em obras do governo do Rio.

Protestos

 O ministro da Defesa também comentou as manifestações ocorridas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro . Para ele, os protestos ocorreram dentro do esperado. "Já era algo previsto, já sabíamos e acompanhamos o tempo todo, e ficou, eu diria, dentro de parâmetros que podem não ser os melhores, mas que, de fato, possibilitaram que a assembleia pudesse deliberar sobre um projeto de interesse do Rio de Janeiro, de se definir para um lado ou para outro".

Jungmann alertou que as Forças Armadas irão se opor a qualquer ato que viole o jogo democrático. "Se você, através do protesto, cancela, inibe ou não permite o jogo democrático, aí é uma atitude totalitária, uma atitude antidemocrática. Agora, preocupação, nós temos com relação a qualquer fato que venha a perturbar a ordem ou as chancelas do direito democrático. Isso existe, mas acreditamos que esses são fatos localizados".

Nesse mesmo tom, o ministro repudiou as ações de manifestantes que invadiram na quarta-feira (16) o plenário da Câmara dos Deputados . “E aí, um recado a todos que queiram realizar o inaceitável, que é esse desrespeito que aconteceu a uma casa democrática, uma casa que representa soberania e a vontade popular. As Forças Armadas não admitirão a transgressão e desrespeito democrático", declarou o ministro. 

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