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Após ser preso pela Polícia Federal, ex-governador do Rio foi levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, depois de sentir um forte mal-estar

Garotinho chegou ao hospital com quadro de dores no peito e alteração da pressão arterial e dos batimentos cardíacos
Leonardo Prado/Câmara
Garotinho chegou ao hospital com quadro de dores no peito e alteração da pressão arterial e dos batimentos cardíacos

O ex-governador Anthony Garotinho, preso na quarta-feira (16) pela Polícia Federal , permanece internado na unidade coronariana do Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio, em monitoramento intensivo. Garotinho deu entrada às 18h da quarta-feira, com um quadro de dores no peito e alteração da pressão arterial e dos batimentos cardíacos.

De acordo com nota divulgada nesta quinta-feira (17) pela Secretaria Municipal de Saúde, os dois eletrocardiogramas e os exames laboratoriais feitos no paciente indicaram a necessidade de um ecocardiograma de esforço, nesta quinta-feira. Durante o exame, Garotinho  relatou dor intensa sugestiva de angina (dor no peito causada pelo enfraquecimento dos músculos do coração).

Ainda segundo a nota, pelo protocolo da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), há indicação para exame de cateterismo para investigação de obstrução das artérias coronárias. O exame foi agendado para segunda-feira (21), no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro. 

Do governo à cadeia

Nesta quinta-feira (17), outro ex-governador carioca foi preso. S ergio Cabral (PMDB) foi preso em sua casa , no Leblon, bairro da zona sul do Rio de Janeiro, durante operação deflagrada pela Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal do Brasil (RFB).

A Operação Calicute é resultado de investigação em curso na força-tarefa da Operação Lava Jato no Estado do Rio de Janeiro em atuação coordenada com a força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, e tem o objetivo de investigar o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do Rio. O prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões.

A apuração identificou fortes indícios de cartelização de grandes obras executadas com recursos federais mediante o pagamento de propinas a agentes públicos, entre eles, o ex-governador Sergio Cabral, que foi conduzido para a Superintendência da PF, na Praça Mauá, zona portuária da cidade.

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Já Garotinho é acusado de compra de votos na eleição municipal de Campos dos Goytacazes, onde ele é secretário municipal de governo e sua esposa, a também ex-governadora Rosinha Garotinho, é a atual prefeita. Os dois são suspeitos de usar o programa municipal Cheque-Cidadão com fins eleitorais.

* Com informações da Agência Brasil

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