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Ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que também podem ocorrer mudanças em programas sociais existentes para atender os militares

Ministro das Cidades, Bruno Araújo podem ocorrer mudanças em programas sociais existentes para atender os militares
José Cruz/Agência Brasil - 27.06.2016
Ministro das Cidades, Bruno Araújo podem ocorrer mudanças em programas sociais existentes para atender os militares


Um acordo de cooperação técnica assinado nesta quinta-feira (17) pelos Ministérios da Defesa e das Cidades com a Caixa Econômica Federal permitirá que integrantes das Forças Armadas tenham acesso a uma política específica de financiamento habitacional. Inicialmente, 75 mil militares devem ser atendidos pelo programa.

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O acordo irá passar, nas próximas semanas, pela avaliação de técnicos, que vão definir os detalhes de como o programa deve funcionar.

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que, se necessário, podem ocorrer mudanças no Programa Minha Casa, Minha Vida para atender à demanda dos militares. Ele não soube dizer se haverá alocação diferenciada de recursos, nem quantas unidades habitacionais serão disponibilizadas.

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“Estamos trabalhando com os mesmos recursos do Minha Casa, Minha Vida. É bom lembrar que a família do militar, hoje, tem direito a acessar o programa como existe. Mas estamos falando de algo diferente [...] que sejam construídos de forma exclusiva para a família militar ou outras características que venham a ser desenvolvidas", afirmou Araújo.

Menor Renda

Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, os beneficiados serão os militares com menor renda, soldados, cabos e sargentos, que hoje correspondem a 60% do total de membros das Forças Armadas.

Para justificar as medidas, Jungman destacou a rotina peculiar que as  famílias militares têm que enfrentar
Twitter/Reprodução
Para justificar as medidas, Jungman destacou a rotina peculiar que as famílias militares têm que enfrentar


Para justificar a necessidade da política habitacional direcionada aos militares, Jungmann destacou a rotina peculiar das famílias de militares e ressaltou que eles precisam de atenção diferenciada do Estado.

“Eles são brasileiros que trabalham muito duro, em condições muito especiais, deslocados a qualquer hora, sem hora extra, muitas vezes correndo risco. De certa forma, é um retorno que é dado pelo país", defende Jungmann.

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A expectativa do ministro da Defesa é que o programa entre em vigor em 2017. A duração do acordo é de cinco anos, podendo ser renovado por mais cinco, dependendo da demanda.

*Com informações da Agência Brasil

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