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Policiais militares já estão no entorno da assembleia. As discussões de dois dos 21 projetos enviados pelo governo estadual serão iniciadas às 15h

Rio de Janeiro - Policiamento será reforçado na Assembleia Legislativa para votação de pacote de corte de gastos
Tomaz Silva/ABr
Rio de Janeiro - Policiamento será reforçado na Assembleia Legislativa para votação de pacote de corte de gastos

A Força Nacional de Segurança reforçará, nesta quarta-feira (16), o policiamento da cidade do Rio de Janeiro para a votação do pacote de medidas de corte de gastos do governo estadual na Assembleia Legislativa (Alerj). No início das discussões do pacote na Alerj, na semana passada, houve manifestações de servidores públicos dentro e fora da Casa.

Segundo nota do Ministério da Justiça, o apoio da Força Nacional foi pedido na última terça-feira (15) pelo governador fluminense, Luiz Fernando Pezão. O efetivo deslocado para o Rio não foi divulgado, mas as tropas ficarão inicialmente 15 dias na cidade.

No último fim de semana, a Alerj cercou todo o prédio, para evitar invasão por parte dos manifestantes. Policiais militares já estão no entorno da assembleia. As discussões de dois dos 21 projetos enviados pelo governo estadual serão iniciadas às 15h desta quarta.

Manifestação na Alerj

Na tarde da terça-feira da semana passada (8), o plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foi ocupado por servidores estaduais que protestavam contra as medidas de austeridade anunciadas naquela semana pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).As propostas são chamadas pelos manifestantes de “pacote de maldades”. A ocupação durou cerca de duas horas, sendo encerrada às 17h.

Além dos servidores na ativa, participaram do protesto aposentados e pensionistas do Estado. Mais cedo, os manifestantes haviam feito outra tentativa de invadir o prédio, mas foram impedidos por policiais do Batalhão de Choque. Segundo a direção da Alerj, o grupo destruiu o gabinete da vice-presidência.

“Afronta ao Estado”

Após o protesto, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), emitiu nota à imprensa na qual considera que a ocupação do plenário da Casa “é um crime e uma afronta ao Estado Democrático de Direito sem precedentes na história política brasileira e deve ser repudiado”. O deputado considera que a invasão é “um caso de polícia e de justiça e não vai impedir o funcionamento do Parlamento”.

Picciani garantiu ainda, em nota, que a Assembleia iniciaria nesta quarta as discussões sobre as matérias enviadas pelo Executivo. O peemedebista informa ainda que os prejuízos causados ao patrimônio público após a manifestação dos servidores serão “registrados e encaminhados à polícia para a responsabilização dos culpados”. Como sequência, na terça (15), Pezão pediu a ajuda da Força Nacional para manter a ordem.

* Com informações da Agência Brasil.

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