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Deputado do PSOL é alvo de ação por quebra de decoro parlamentar; Jair Bolsonaro também pode responder a processo por homenagear torturador

Cusparada de Jean Wyllys em Jair Bolsonaro durante votação do impeachment na Câmara, no dia 17 de abril
Reprodução/Internet
Cusparada de Jean Wyllys em Jair Bolsonaro durante votação do impeachment na Câmara, no dia 17 de abril

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados reúne-se nesta terça-feira (8) para discutir quatro processos que estão em análise no colegiado. Uma das matérias na pauta é a ação contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), acusado de quebra de decoro parlamentar devido à cusparada na direção do deputado Jair Bolsonaro  (PSC-RJ). O episódio ocorreu em 17 de abril, no plenário da Câmara, durante a votação da admissibilidade do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Na reunião desta terça-feira, serão ouvidos ouvidos os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ), Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) e Alberto Fraga (DEM-DF). O relator da ação contra Jean Wyllys , deputado Ricardo Izar (PP-SP), tem 30 dias úteis para concluir as diligências e a instrução do processo por quebra de decoro parlamentar. 

Após a oitiva, o Conselho de Ética pode votar o parecer preliminar elaborado pelo deputado Júlio Delgado (PSB-MG) em outro processo contra Wyllys, iniciado pelo Partido Social Cristão (PSC). O PSC pede que o colegiado puna o deputado do PSOL por mensagem postada no Facebook no qual critica os “delírios homofóbicos de políticos e líderes religiosos mentirosos”, ao comentar o massacre de gays em boate de Orlando (EUA).

Bolsonaro

Também está na pauta a votação do processo iniciado pelo Partido Verde (PV) contra o deputado Jair Bolsonaro. O partido aponta que Bolsonaro teria feito “apologia ao crime de tortura”. Também durante a votação da admissibilidade do impeachment de Dilma, o deputado do PSC homenageou o coronel Brilhante Ustra .

Essa já é a terceira vez que o colegiado tenta votar  o processo contra o deputado do PSC. O relator do processo, deputado Odorico Monteiro (PROS-CE), sugere aceitar a denúncia  oferecida Partido Verde. 

Por fim, o Conselho pode votar ação do Partido dos Trabalhadores (PT) contra o deputado Laerte Bessa (PR-DF). Bessa é acusado de proferir, em discurso no Plenário da Câmara, ofensas não apenas contra o partido, mas também contra a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e filiados da legenda.

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*Com informações da Agência Câmara

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