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Beto Barata / PR - 28.10.2016
Presidente do STF, Cármen Lúcia ao lado do presidente Michel Temer e do presidente do Senado, Renan Calheiros


O presidente Michel Temer disse que houve “harmonia absoluta” e “responsabilidade” no encontro entre os chefes dos Três Poderes ocorrido nesta sexta-feira (28).

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Na reunião, estavam presidentes  Temer e os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. O encontro foi o primeiro entre autoridades após divergências entre Renan e Temer sobre a Operação Métis, da Polícia Federal, que prendeu policiais legislativos na semana passada.

A tensão surgiu em torno da operação depois que Renan se referiu ao juiz federal responsável pela Operação Métis, Vallisney de Souza, de “juizeco” em entrevista coletiva. 

Depois do ocorrido, na última quinta-feira (27),  um grupo de magistrados entregou uma representação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), à Secretaria Geral da Mesa da Casa para que sejam adotadas as “sanções cabíveis”.

Ineditismo

Temer destacou o “ineditismo” do encontro, que reuniu também os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Justiça, Alexandre de Moraes e os chefes das Forças Armadas.

Segundo Temer, a tônica da reunião foi a segurança pública, que “angustia a todo o brasileiro” e cabe ao Estado discutir o tema, em especial o sistema penitenciário. Para ele, daqui em diante as reuniões sobre segurança pública entre os Três Poderes ocorrerão periodicamente a cada três ou quatro meses.

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“Os Três Poderes reunidos terão uma atuação muito significativa. Faltava uma unidade de ação que fizesse com que todos trabalhassem juntos”, enfatiza o presidente.

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Marcos Corrêa / PR - 28.10.2016
Segundo o presidente Michel Temer, a tônica da reunião foi a segurança pública, o que “angustia a todo o brasileiro”


Durante o encontro, Cármen Lúcia informou que a Corte já determinou a utilização imediata das verbas do Fundo Penitenciário para a construção de novas prisões e para os projetos de melhoria das existentes.

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O governo federal liberou neste ano R$ 778 milhões para compra de equipamentos para a Força Nacional de Segurança Pública e para as polícias estaduais. A previsão é que a Força Nacional atinja nos próximos anos um contingente de sete mil integrantes.

Também durante a reunião os participantes comemoraram o anúncio da eleição do Brasil como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

* Com informações da Agência Brasil

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