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Presidente do Senado emitiu nota após a Polícia Federal prender quatro policiais legislativos por suspeita de atrapalhar as investigações da Lava Jato

Renan Calheiros informou que o Senado acionou advogados para acompanhar todos os procedimentos das investigações
Jane de Araújo/Agência Senado - 4.10.16
Renan Calheiros informou que o Senado acionou advogados para acompanhar todos os procedimentos das investigações

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), emitiu uma nota de esclarecimento após a Polícia Federal (PF) ir ao Congresso nesta sexta-feira (21) para prender quatro policiais legislativos  por suspeita de atrapalhar as investigações relacionadas à Operação Lava Jato.

Renan afirmou que a Polícia Legislativa exerce atividades dentro dos preceitos da Constituição, das normas legais e do regulamento administrativo do Senado Federal. "Atividades como varredura de escutas ambientais restringem-se à detecção de grampos ilegais", afirmou. 

Segundo o presidente do Senado, é "impossível, por falta de previsão legal e impossibilidades técnicas, diagnosticar quaisquer outros tipos de monitoramentos que são feitos nas operadoras telefônicas".

Renan informou ainda que o Senado acionou advogados para acompanhar todos os procedimentos até a conclusão das investigações e que a Casa vai colaborar com as investigações.

Mandato de prisão

No início desta manhã, o chefe da Polícia Legislativa, Pedro Carvalho Oliveira, foi conduzido coercitivamente  – quando o investigado é levado a depor obrigatoriamente e liberado. Ele e os subordinados foram pegos em ações de contrainteligência para ajudar senadores alvo de investigações do Procuradoria-Geral da República.

De acordo com a PF, Carvalho “ordenou a prática de atos de intimidação à Polícia Federal, no cumprimento de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal em apartamento funcional de Senador”.

Carvalho é homem de confiança de Renan Calheiros que, segundo sua assessoria, encontra-se em Maceió nesta sexta-feira.

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Ao todo, foram cumpridos nove mandados judiciais. O grupo vai responder pelo crimes de associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço à investigação de infração penal. Somadas, as penas podem chegar a 14 anos de prisão, além de multa. Segundo a PF, não foram cumpridos mandados em gabinetes ou endereços de políticos. A ação foi pedida pela Procuradoria-Geral da República.

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