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Ricardo Stuckert/Instituto Lula - 4.10.16
Ex-presidente Lula durante a abertura do Congresso do Industrial, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (4)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tardou a reagir à divulgação de documentos da Polícia Federal, que indiciou o petista por suspeita de crimes  em contratos firmados pela empreiteira Odebrecht na Angola. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (5) pela revista "Época".

Por meio de suas redes sociais, Lula  rebateu as informações publicadas pelo site da revista dizendo que o vazamento de documentos da Polícia Federal revela que a investigação é uma "campanha de massacre midiático". 

"A defesa do ex-presidente irá analisar o documento da Polícia Federal, vazado para a imprensa e divulgado com sensacionalismo antes do acesso da defesa, porque essa prática deixa claro que não são processos sérios de investigação, e sim uma campanha de massacre midiático para produzir manchetes na imprensa", escreveu o ex-presidente, acrescentando que essa campanha teria como objetivo "tentar destruir a imagem do ex-presidente mais popular da história do País".

A nota publicada nas redes sociais também reafirma que o petista "sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois de ocupar dois mandatos eleitos como presidente da República".



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Indiciamento

Lula foi indiciado por suspeita de corrupção passiva em negócios firmados pela empreiteira Odebrecht com a empresa Exergisa, que tinha seu sobrinho Taiguara Rodrigues dos Santos como um dos sócios, na Angola, na África.

Segundo reportagem publicada pela revista "Época", a Polícia Federal vê evidências de que os contratos da Odebrecht só teriam sido assinados por causa do parentesco do ex-presidente com Taiguara e das relações próximas entre o Lula e a empreiteira.

O sócio da Exergisa também foi indiciado, mas por corrupção e lavagem de dinheiro, assim como sete executivos da construtora, incluindo Marcelo Odebrecht. Ainda de acordo com a "Época", o líder petista era chamado de "chefe maior" nas conversas entre a empreiteira e Taiguara.

O empresário é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, irmão da primeira mulher de Lula, já falecida. O ex-presidente já é réu em dois processos decorrentes da Operação Lava Jato. No primeiro, responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido R$ 3,7 milhões em "vantagens indevidas" da construtora OAS, incluindo um apartamento tríplex no Guarujá (SP).

No outro, Lula é acusado de obstrução das investigações da própria Lava Jato, no caso envolvendo a tentativa, por meio do ex-senador Delcídio do Amaral, de evitar um acordo de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

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Ricardo Stuckert/Instituto Lula - 4.10.16
Ex-presidente Lula durante a abertura do Congresso do Industrial, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (4)


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