Tamanho do texto

Presidente defendeu a necessidade de aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos

Presidente Michel Temer proferiu palestra a um grupo de empresários em São Paulo e defendeu proposta de reformas
Rovena Rosa/Agência Brasil
Presidente Michel Temer proferiu palestra a um grupo de empresários em São Paulo e defendeu proposta de reformas


O presidente Michel Temer declarou nesta sexta-feira que (30) não está preocupado com a possível impopularidade sobre seu nome que as reformas propostas pelo governo possam causar. “Se eu ficar impopular e o Brasil crescer, eu me dou por satisfeito”, disse ele. 

Leia:  Sem ocupante, Vice-Presidência mantém funcionários e orçamento de R$ 11 milhões

O presidente proferiu palestra a um grupo de empresários no Fórum “O novo cenário político e econômico” promovido pela Revista Exame na ciadde de São Paulo. Temer reforçou ainda a necessidade de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o teto dos gastos públicos, uma das medidas que vem causando mais dor de cabeça ao governo. 

“A aprovação é fundamental para evitarmos a espiral inflacionária e a recessão. A dívida poderá chegar a 100% do PIB em 2024 ou antes. Será a falência do estado brasileiro”, afirmou.

O presidente disse ter convicção de que a proposta será aprovada. “O Congresso hoje está muito consciente de que precisa colaborar com Executivo para que possamos sair dessa crise”.

E mais:  'Conciliador', 'apagador de incêndios' ou 'usurpador'? Quem é Michel Temer

Michel Temer defendeu que a proposta colaborará para o crescimento econômico sustentável do país e que evitará a elevação de impostos. “Não queremos aumentar a carga tributária, porque, convenhamos, chegou ao limite”, disse. Segundo ele, a PEC não é elitizada, pois garantirá recursos voltados aos grupos mais vulneráveis. 

Reforma trabalhista 

Temer comentou ainda que a Justiça, a partir de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), vem fazendo readequações trabalhistas, como reduções salariais de 30%, pela interpretação da Constituição. 

Essas decisões evitariam, na interpretação do presidente, a elaboração de propostas pelo governo federal de reformulação trabalhista, como prevista no projeto “Ponte para o Futuro”, que teria como objetivo a garantia de empregos e, assim, a manutenção dos níveis de arrecadação do poder público. 

Ensino médio 

Temer disse que a decisão de reformar o ensino médio por medida provisória considerou o baixo desempenho no índice de desenvolvimento da educação, que passou a apresentar uma curva descendente nos últimos anos. De acordo com ele, por cerca de cinco anos, a matéria foi discutida com o pressuposto de manter disciplinas obrigatórias por um certo período e permitindo que, ao final do processo, o aluno pudesse montar a sua grade de acordo com a graduação pretendida. 

Veja também:  Temer afirma que quer deixar governo "sob aplausos"

O presidente avaliou que a reforma foi “bem recebida, com uma ou outra voz dissonante”. Temer citou que, na época em que era estudante, havia o colegial clássico e científico, em que os alunos cursavam uma especialização, modelo esse empregado em países da Europa e Estados Unidos. “Não me preocupa, porque essa matéria será debatida e aprovada fazendo uma grande revolução”, “Temos certeza que estamos dando um salto de qualidade na educação”.

*Com informações da Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.