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Juiz federal ordenou congelamento de R$ 10 milhões do ex-ministro da Fazenda e de outros sete investigados na 34ª fase da Operação Lava Jato

Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é acusado pelo MPF de participação em esquema de  corrupção na Petrobras
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil - 07.10.2014
Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é acusado pelo MPF de participação em esquema de corrupção na Petrobras


O juiz federal Sérgio Moro decidiu nesta quinta-feira (22) bloquear R$ 10 milhões das contas bancárias do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e de outros sete investigados na 34ª fase da Operação Lava Jato, apelidada de "Arquivo X".

O economista foi detido de manhã no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde acompanhava a sua mulher, que passaria por cirurgia para tratar de um câncer. Ele teve um pedido de prisão temporária decretado por Moro, que, horas depois, revogou a decisão, argumentando que Mantega "não representaria riscos de interferência para a colheita de provas" da operação. 

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Moro ordenou o bloqueio das contas de Mantega, mas revogou sua prisão no início da tarde desta quinta-feira (22)
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil - 07.04.2015
Moro ordenou o bloqueio das contas de Mantega, mas revogou sua prisão no início da tarde desta quinta-feira (22)

Moro também garantiu que nem ele nem as autoridades policiais ou os procuradores da República que participam da força-tarefa sabiam que a esposa de Mantega estava internada para se submeter a uma cirurgia. 

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Em maio, durante depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), o empresário Eike Batista afirmou que, em novembro de 2012, quando presidia o conselho de administração da OSX, recebeu de Mantega pedido para contribuir com R$ 5 milhões para o pagamento de dívidas da campanha de 2010 da então presidente Dilma Rousseff. 

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Segundo o empresário, para operacionalizar o repasse, ele teria firmado um contrato falso com empresas de publicidade já citadas na Lava Jato por disponibilizarem seus serviços para a lavagem de dinheiro oriundo de práticas criminosas.

Após a primeira tentativa frustrada, em dezembro de 2012, uma transferência no valor de US$ 2,350 milhões entre as contas de Eike e publicitários no exterior provou a eficiência do esquema.

Além do ex-ministro, os presos temporários nessa fase da operação foram: Luis Eduardo Neto, Rubem Maciel da Costa Val, Danilo Sousa Baptista, Luis Eduardo Guimarães Carneiro, Luis Claudio Machado Ribeiro e Francisco Corrales Kindelan.

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O oitavo investigado é Julio Cesar Oliveira Silva, que também tinha mandado de prisão decretado, mas está na Espanha.

* Com informações da Agência Brasil

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