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Citando o episódio sobre a denúncia contra Lula, o presidente do Senado classificou a operação como um “avanço”, mas disse que a força-tarefa do MPF precisa separar o “joio do trigo” e "acabar com o exibicionismo”

Presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) concedeu entrevista nesta terça-feira (20) no Congresso Nacional
Jane de Araújo/Agência Senado - 20.9.16
Presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) concedeu entrevista nesta terça-feira (20) no Congresso Nacional

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira (20) que a Operação Lava Jato é um “avanço civilizatório”, mas que precisa separar o “joio do trigo” e acabar com o “exibicionismo”.

Ele deu como exemplo a denúncia oferecida semana passada pela força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), responsável pela operação, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na oportunidade, o procurador da República Deltan Dallagnol afirmou que Lula era o "comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato".

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“A Lava Jato tem a responsabilidade de separar o joio do trigo e precisa acabar com esse exibicionismo, que vimos agora no episódio do presidente Lula e em outros episódios. Precisa fazer denúncias que sejam consistentes. Porque isso, em vez de dar prestígio ao Ministério Público retira prestígio do Ministério Público e obriga o Congresso Nacional a pensar numa legislação que proteja garantias, que facilite a investigação”, afirmou Renan, que também é alvo das investigações.

Renan Calheiros reiterou que a operação é muito importante para o País. “Nada vai deter a Lava Jato, mas a Lava Jato precisa acabar com esse processo de exposição das pessoas sem culpa formada. É preciso fazer denúncias consistentes e não fazer denúncia por mobilização política. Com isso, o país e as instituições perdem”, concluiu o presidente do Senado.

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