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Na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta teça-feira (20), presidente garantiu "compromisso do Brasil com a democracia", cortejou investidores e tomou Olimpíada como exemplo de harmonia entre as nações

No discurso em que abriu nesta terça-feira (20)  a 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Michel Temer reiterou o compromisso “inegociável” do Brasil com a democracia, citando, inclusive, o processo que resultou no impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff, feito, segundo ele, “dentro do mais absoluto respeito à ordem constitucional”.

Sobre a atual situação política brasileira, pós- impeachment de Dilma, Temer disse trazer às Nações Unidas uma mensagem de compromisso inegociável do País com a democracia. “O Brasil acaba de atravessar processo longo e complexo, regrado e conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte brasileira, que culminou em um impedimento. Tudo transcorreu dentro do mais absoluto respeito à ordem constitucional.”

Presidente Michel Temer durante a abertura da 71ª Assembleia Geral da Onu, em Nova York, nesta terça-feira (20)
Beto Barata/PR - 20.9.16
Presidente Michel Temer durante a abertura da 71ª Assembleia Geral da Onu, em Nova York, nesta terça-feira (20)

“Temos clareza sobre o caminho a seguir: o caminho da responsabilidade fiscal e da responsabilidade social”, afirmou o presidente, ressaltando que a confiança já começa a se restabelecer e que um horizonte mais próspero começa a se delinear.

Temer aproveitou a oportunidade para convocar investidores estrangeiros a fazerem negócios com o Brasil. “Nosso projeto de desenvolvimento passa, principalmente, por parcerias em investimentos, em comércio, em ciência e tecnologia. Nossas relações com países de todos os continentes serão, aqui, decisivas."

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Temer abordou também alguns conflitos internacionais, como o entre Israel e Palestina e a guerra da Síria. Segundo o presidente, em um mundo “ainda tão marcado por ódios e sectarismos, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio mostraram que é possível o encontro entre as nações em atmosfera de paz e harmonia”.

O presidente elogiou também o restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos e criticou o protecionismo agrícola patrocinado por diversos países.

Além de destacar a legalidade do processo de impeachment, o presidente enfatizou ainda que o Brasil tem um Judiciário independente, um Ministério Público atuante e órgãos do Executivo e do Legislativo que cumprem seu dever. “Não prevalecem vontades isoladas, mas a força das instituições, sob o olhar atento de uma sociedade plural e de uma imprensa inteiramente livre”, disse Temer, pouco antes de apontar como tarefa atual do País a retomada do crescimento econômico, a fim de restituir empregos aos trabalhadores brasileiros.

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