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Advogados questionavam decisão do juiz Sérgio Moro, que determinou a prisão e a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-parlamentar do PT

Expulso do PT,  André Vargas teve o mandato como deputado federal cassado na Câmara em dezembro de 2014
Câmara dos Deputados/Renato Araújo
Expulso do PT, André Vargas teve o mandato como deputado federal cassado na Câmara em dezembro de 2014

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (20) negar mais um pedido da defesa para soltar o ex-deputado federal André Vargas, condenado em uma das ações penais da Operação Lava Jato. Vargas está preso desde abril do ano passado no Complexo Médico-Penal em Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

No Supremo, os advogados alegaram que houve ilegalidades na decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão e a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-deputado paranaense.

A votação foi por unanimidade. Votaram contra a concessão de liberdade o relator, Teori Zavascki, e os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Celso de Mello, e o presidente do colegiado, Gilmar Mendes.

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Em setembro do ano passado, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal na capital paranaense, condenou Vargas a 14 anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Em dezembro de 2014, o mandato de André Vargas foi cassado pela Câmara dos Deputados. Os parlamentares decidiram cassá-lo por envolvimento em negócios com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por participação em um esquema de lavagem de dinheiro em obras da Petrobras.

Na mesma sessão, os ministros negaram pedidos para anular a parte da investigações da Operação Lava Jato que envolve os ex-diretores da empreiteira Queiroz Galvão Idelfonso Colares e Othon Zanoide.

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