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Rui Falcão afirmou que o partido irá realizar atos a partir deste mês e pedir aos seus candidatos que defendam o ex-presidente durante as campanhas

Presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, e o ex-presidente Lula em Reunião do Conselho Político do PT
Ricardo Stuckert 14.09.2016
Presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, e o ex-presidente Lula em Reunião do Conselho Político do PT

O presidente do PT, Rui Falcão, anunciou nesta sexta-feira (16) em um hotel paulista que o partido tomou três decisões durante reunião de seu diretório nacional, ocorrida na quinta-feira (15), em São Paulo. Uma delas será a de elaborar um calendário de mobilizações em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, os atos ocorrerão ao longo deste mês.

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Uma outra decisão é a de encaminhar uma nota padrão, em solidariedade ao ex-presidente Lula, para todos os candidatos do PT . A ideia é recomendar que eles leiam a nota nos programas políticos ou campanhas. “Vamos recomendar a todos nossos candidatos, das capitais e das cidades que tenham segundo turno, que, em transmissão de rádio e TV, leiam uma nota de solidariedade ao Lula e de denúncia do golpe continuado”, afirmou, em entrevista coletiva.

De acordo com o presidente do PT, a leitura da nota não será obrigatória, mas sim uma orientação do partido. “Vamos remeter a nota e dizer que essa é uma orientação do diretório nacional”, disse ele.

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A terceira decisão tomada foi a de antecipar as eleições da direção do partido. Segundo Falcão, a eleição deve ocorrer no primeiro semestre de 2017 e será feita pelo sexto congresso de base, que será lançado em dezembro. "As pautas e os critérios serão decididos no dia 7 de outubro, quando vamos aproveitar também para fazer um balanço do primeiro turno", explicou.

Falcão afirmou que o partido ainda não trabalha com as eleições de 2018, e que não trabalha com outra possibilidade de candidatura para a presidência da República neste momento que não seja Lula. “Na medida em que eu começo a discutir publicamente ou admitir a hipótese de uma candidatura alternativa, estou fragilizando ou facilitando o esquema de sua interdição [Lula]. Mas nem o nome de Lula ainda está colocado. A eleição é só em 2018, a menos que consigamos, com as Diretas Já, mudar todo o esquema e conseguir promover uma reforma eleitoral”.

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Rui Falcão voltou a falar que o partido vai atuar como oposição ao atual governo, mas que não irá votar contra projetos de interesse da população, como “a terceirização e a entrega do pré-sal”, citou.

“É natural que os movimentos sociais e sindicais discutam suas reivindicações e se defendam da pauta regressiva diante de um governo de fato. É natural que a CUT, o MST e os demais movimentos negociem com o governo, quando acharem conveniente. [Quanto ao PT], o que tiver de projeto na Câmara e no Senado, quando aparecer pauta que interesse a maioria da população e interesse ao País, as bancadas vão votar a favor. Nunca fomos da política quanto pior, melhor.”

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