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Presidente voltou a negar na manhã desta quarta-feira proposta de jornada de trabalho de 12 horas, mas reconheceu a necessidade de "sacrifícios"

Presidente Michel Temer durante cerimônia de anúncio de novas ações de gestão para a melhoria da saúde pública
Marcos Corrêa/PR - 14.9.16
Presidente Michel Temer durante cerimônia de anúncio de novas ações de gestão para a melhoria da saúde pública

O presidente Michel Temer aproveitou seu discurso durante cerimônia no Palácio do Planalto  na manhã desta quarta-feira (14) para desmentir a suposta intenção de seu governo de retirar direitos trabalhistas.

Subindo o tom, o peemedebista disse que o governo não seria "idiota" de propor políticas como a jornada de trabalho de 12 horas por dia, conforme havia sido noticiado durante a semana passada.

"É muito desagradável imaginar que o governo seja tão idiota que chegue ao poder para restringir o direito dos trabalhadores, para acabar com a Saúde, para acabar com a Educação", vociferou o presidente, sendo muito aplaudido pelos colegas de governo.

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Temer explicou que a proposta de 12 horas de trabalho é fruto de conversas realizadas entre o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e líderes de sindicatos. De acordo com o presidente, a ideia ventilada nos diálogos seria a de o empregado trabalhar quatro dias por semana. "Isso se ele quiser, por meio de convenção. Não é um projeto acabado", ponderou Temer.

O presidente, no entanto, reconheceu que "sacrificios" serão necessários. "Mas não vamos tirar o direito de ninguém", garantiu.

O peemedebista, que mais cedo havia divulgado um vídeo afirmando que o governo também não pretende impedir que trabalhadores demitidos sem justa causa saquem o benefício do FGTS , disse que "não vai permitir" a divulgação de notícias como essas.

"Nós queremos por acaso o mal do País? O contrário! Antes mesmo de eu assumir [a Presidência], todos sabem que eu propunha a tese de reunificação para acabar com a divisão dos brasileiros. Estamos propondo a pacificação do País", disse.

Saúde

O discurso de Temer se deu durante a divulgação de novos investimentos na área da Saúde . O presidente e o ministro da pasta, Ricardo Barros, anunciaram o repasse de R$ 1 bilhão para oferta de 1.401 novos serviços em santas casas e hospitais filantrópicos, custeio de 99 unidades de pronto atendimento (UPAs) e expansão da oferta de medicamentos e tecnologias.

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