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Advogados de Lula afirmam que acusações da PF fazem parte de uma perseguição política e de uma teoria conspiratória sem bases e provas

Ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, são acusados de serem beneficiário de R$2,4 milhões de vantagens ilícitas
Ricardo Stuckert/Instituto Lula - 2.9.16
Ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, são acusados de serem beneficiário de R$2,4 milhões de vantagens ilícitas


Denunciado pelo Ministério Público Federal  como o comandante do esquema criminoso investigado na Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou, por meio de seus advogados de defesa, uma nota em que nega o conteúdo da denúncia, afirmando que a operação é um "ilusionismo para promover espetáculo midiático".

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A denúncia, acatada a partir de indiciamento da Polícia Federal , diz que  Lula  e sua mulher, Maria Letícia foram beneficiados com vantagens ilícitas em valores que ultrapassam os R$ 3 milhões referentes a obras de reforma no apartamento tríplex 164-A do Edifício Solaris, em Guarujá.

A família do ex-presidente afirma ter investido R$ 179.650,80 na aquisição de uma cota do condomínio e adquirido um apartamento simples pela Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários), pagando o equivalente a R$286.479,32 em valores atualizados, contrariando o valor de R$ 3,7 milhões apresentado pela acusação.

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Na época, segundo a defesa do ex-presidente, a Bancoop passava por uma crise financeira e transferiu seus projetos a outras empresas, entre as quais a OAS. O Instituto Lula divulgou documentos ratificando que Marisa Letícia adquiriu uma "cota-parte" do autofinanciamento da "Bancoop" para a construção do edifício Solaris, mas negou as acusações da PF. 

Advogado Cristiano Zanin Martins apresenta defesa de ex-presidente em relação às acusações da PF nesta quarta-feira (14)
Paulo Pinto / AGPT - 14.09.2016
Advogado Cristiano Zanin Martins apresenta defesa de ex-presidente em relação às acusações da PF nesta quarta-feira (14)


A nota explica que, ao adquirir ao financiamento, a Bancoop reservou previamente uma unidade do futuro edíficio para cada associado. "O apartamento 141, uma unidade padrão, com três dormitórios e área privativa de 82,5 metros quadrados", diz a nota, negando a posse do tríplex. 

O Instituto confirma que a família visitou o tríplex com o então presidente da OAS, Léo Pinheiro, em 2015, mas que "Lula e Marisa avaliaram que o imóvel não se adequava às necessidades e características da família, nas condições em que se encontrava. De acordo com a defesa, essa foi a única vez que o ex-presidente esteve no local. 

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A família do petista assegura que Marisa desistiu de adquirir as propriedades porque "as notícias infundadas, boatos e ilações romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento" e acusa a mídia de perseguição política. 

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