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Em entrevista à revista "Veja", Fábio Medina Osório acusou Planalto de tê-lo demitido para impedir que investigações sobre Petrobras atingissem aliados

Ministro da Casa Civil Eliseu Padilha em reunião com sindicalistas em Brasília; ele nega as acusações do ex-chefe da AGU
Valter Campanato/Agência Brasil - 13.07.2016
Ministro da Casa Civil Eliseu Padilha em reunião com sindicalistas em Brasília; ele nega as acusações do ex-chefe da AGU


O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou nesta segunda-feira (12) que o governo esteja tentando abafar a Operação Lava Jato em resposta às acusações à revista "Veja" feitas pelo ex-chefe da Advocacia-Geral da União, Fábio Medina Osório , demitido por ele na última sexta-feira (9).

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Medina afirma ter sido afastado injustamente do cargo por ter tomado iniciativas dentro da Lava Jato e acusa o governo Temer de colocar obstáculos para "abafar" as investigações. Padilha rebateu as declarações e culpou os críticos ao governo de “fazer com que o holofote da Lava Jato lhes dê um pouquinho de luz [...] como mariposas, que querem chegar à luz que a Lava Jato tem". 

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O ministro ainda garantiu que o governo faz tudo ao seu alcance para garatir a eficácia das operações e ratificou que “os principais atores da Lava Jato, a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e Poder Judiciário agem na plenitude, absoluta independência e estímulo do governo”.

Ex-chefe da AGU Fábio Medina Osório acusa o governo de tê-lo demitido para tentar abafar investigações da Lava Jato
Ivaldo Cavalcante/Fotos Públicas - 09.09.2016
Ex-chefe da AGU Fábio Medina Osório acusa o governo de tê-lo demitido para tentar abafar investigações da Lava Jato


Previdência

O peemedebista voltou a afirmar que a reforma na Previdência Social é uma das prioridades do governo com o intuito de estabilizar o orçamento da União no período de 10 a 12 anos. Uma nova forma de financiamento para cobrir o déficit, segundo o ministro, sairá de outras rubricas do orçamento, com exceção de saúde e educação.

“Não devemos trazer para o debate amplo nenhum tema que não seja reforma fiscal e da Previdência. Temos de conscientizar a população”, defendeu, citando exemplos de países onde a aposentadoria mínima fica em torno dos 65 anos.

A reforma da Previdência começará pelos militares, que atualmente não integram o sistema previdenciário. “Ouvimos os militares, eles não tinham oposição à idade, na medida que tivessem as demais compensações dos outros servidores”, explicou o ministro.

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Com relação aos trabalhadores rurais, o ministro afirmou que vem discutindo com várias lideranças uma forma para que esses segurados não sejam penalizados. Em 2015, a contribuição dos pequenos agricultores à Previdência foi de 2%, mas a participação chegou a 26%.

O ministro pediu paciência da população, já que é preciso reconhecer que o agricultor convive com a dificuldade da lavoura, sobretudo no Nordeste. “A participação [na Previdência] é quase simbólica, senão inviabilizamos a atividade deles”, disse Padilha.

*Com informações da Agência Brasil 

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