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Assessoria do Planalto não deu detalhes sobre os motivos que levaram à mudança, que resultou na primeira mulher advogada-geral da União

Agência Brasil

 O Palácio do Planalto deverá divulgar uma nota sobre a nova advogada-geral da União, Grace Mendonça
Divulgação/AGU
O Palácio do Planalto deverá divulgar uma nota sobre a nova advogada-geral da União, Grace Mendonça

O presidente Michel Temer anunciou nesta sexta-feira (9) a substituição na chefia da Advocacia-Geral da União (AGU). O cargo será assumido pela advogada Grace Maria Fernandes Mendonça, servidora do órgão, no lugar de Fábio Medina Osório .

A assessoria do Planalto não deu detalhes sobre os motivos que levaram à troca na AGU , que resultou na primeira mulher a ocupar o posto. Em nota, o Palácio do Planalto apenas agradeceu os "relevantes serviços prestados" por Medina Osório e destacou Grace Maria como uma "distinta profissional".

Grace Maria Mendonça é advogada da União desde 2001, tendo ocupado, na AGU, cargos como o de coordenadora-geral do Gabinete (2001) e o de adjunta do advogado-geral (2002). Foi também secretária-geral do Contencioso entre 2003 e 2016, cargo pelo qual teve a missão de representar a União perante o Supremo Tribunal Federal (STF), onde fez sustentações orais em mais de 60 processos.

Rumor antigo

A saída de Medina Osório da Advocacia-Geral da União já era dada como certa há cerca de três meses . Segundo fontes palacianas, a situação do então chefe da AGU já era considerada "crítica" àquele momento devido a alguns 'embaraços' que Medina teria criado ao governo no início de junho.

Um dos principais atritos na relação entre Medina e o governo se deu no episódio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), cuja presidência havia sido trocada por Temer, mas acabou devolvida a Ricardo Melo por meio de uma liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns integrantes do Planalto consideraram que o advogado-geral da União adotou uma estratégia de defesa equivocada nesse caso.

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Segundo assessores palacianos, os problemas começaram assim que Medina assumiu o cargo. Sem consultar Temer ou Eliseu Padilha (seu padrinho político), o chefe da AGU questionou a atuação do seu antecessor, José Eduardo Cardozo, na defesa da presidente afastada Dilma Rousseff na fase inicial do processo de impeachment. Abriu, assim, uma frente de batalha que o governo considerava desnecessária naquele momento.

"Ele ficou deslumbrado com o cargo e agiu de forma indevida em muitos casos", comentou um interlocutor do Planalto ao lembrar que até os servidores da própria AGU já fizeram chegar à Presidência inúmeras críticas a ele, pelas suas ações.

*Com informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo

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