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Líderes partidários afirmam que mais de 400 parlamentares participarão da sessão; deputado afastado foi notificado sobre sessão nesta quinta-feira (8)

Eduardo Cunha em reunião para julgar o recurso contra a Comissão do Conselho de Ética em cassar seu mandato
Luis Macedo/Câmara dos Deputados - 14.07.2016
Eduardo Cunha em reunião para julgar o recurso contra a Comissão do Conselho de Ética em cassar seu mandato




Para tentar reverter o placar contra a perda de seu seus direitos políticos, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vem buscando ampliar seu apoio em Brasília. Nos últimos dias, o deputado enviou cartas a diversos aliados tentando reafirmar sua inocência e confirmou que irá à Câmara para tentar evitar que mínimo necessário para sua cassação, de 257 deputados, seja alcançado.

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Líderes partidários na Câmara dos Deputados acreditam já ter mais de 400 parlamentares na próxima segunda-feira (12) para a votação que vai decidir o futuro político de  Cunha .

O peemedebista foi notificado nesta quinta-feira (8) pelo "Diário Oficial da União" sobre a sessão que irá julgar a cassação de seu mandato na próxima segunda-feira às 19h.

A ida à Câmara foi confirmada por sua assessoria mas ainda não há garantia de que ele terá o direito de usar a palavra. Cunha deve ir acompanhado de seu advogado, Marcelo Nobre, responsável por sua defesa durante toda a tramitação do processo.

Apesar das estratégias de Cunha, nos corredores da Casa, a aposta é de que ele não conseguirá salvar seu mandato.

“A decisão será por esmagadora maioria pela cassação”, afirmou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). Segundo ele, a bancada votará unida contra o parlamentar.

Para tentar reverter o placar contra a perda de seu seus direitos políticos, Cunha enviou cartas a diversos deputados
Antonio Cruz/Agência Brasil - 14.07.2016
Para tentar reverter o placar contra a perda de seu seus direitos políticos, Cunha enviou cartas a diversos deputados

De acordo com Pauderney Avelino (AM), líder do DEM, “a carta traz uma carga emocional muito grande e pede perdão por alguns erros". "Todos sabem a importância dessa votação para o País. O Brasil está de olho. Não devemos ter dificuldade para o quórum”, assegurou o deputado.  

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Para Avelino, a decisão do Senado na sessão de votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff em dividir as votações sobre a perda do cargo e perda dos direitos políticos não deve se repetir na Câmara. 

“O que aconteceu no Senado [...] foi uma gambiarra da Constituição. É vedado fatiar da forma como foi feito. Deveremos nos ater ao regimento [da Casa] e à Constituição", afirmou.

Ao anunciar a sua renúncia à presidência da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha afirmou ser vítima de uma injustiça
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 07.07.2016
Ao anunciar a sua renúncia à presidência da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha afirmou ser vítima de uma injustiça



Histórico

O deputado responde, desde outubro do ano passado, a um processo por quebra de decoro parlamentar por ter mentido sobre a titularidade de contas no exterior. Depois da tramitação por quase oito meses, o Conselho de Ética da Câmara aprovou, em junho, a cassação do mandato do peemedebista, por 11 votos a 9.

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Cunha nega ser o titular destas contas e argumenta que é apenas usufrutuário de um trust, tentou recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para reverter o resultado, mas não teve sucesso. O parecer sobre o mandato do peemedebista, que renunciou à presidência da Câmara em julho, está pronto para o plenário desde o final do primeiro semestre.

*Com informações da Agência Brasil 

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